José Manuel Mateo Rodriguez, presidente da Sociedade Cubana de Geografia, em entrevista ao O Diário.com, afirma que cidades médias precisam criar mecanismos para impor limites populacionais para não se tornar uma grande metrópole com um custo social enorme.
Leia a entrevista:
O Diário – Qual o caminho que cidades médias, como Maringá, devem seguir para conciliar o desenvolvimento com a qualidade de vida?
Jospe Manuel Mateo Rodriguez – Defendo que as cidades médias, como Maringá, não cresçam demais, mas continuem a ser polos de atração para outras cidades. Não pode crescer demais, mas precisa buscar mecanismos para ter uma interconectividade maior com as cidades vizinhas da região. Não só do ponto de vista econômico e tecnológico, mas cultural e de serviços.
O Diário – Como impedir um crescimento acima do ideal? O senhor defende que o governo imponha algum limite?
Jospe Manuel Mateo Rodriguez – Pode ser. É uma questão de governabilidade. O governo pode impor limites, mas é melhor investir em medidas sociais que estimulem o crescimento das outras cidades. E o mais importante, nessa relação entre as diferentes cidades de uma região, é que nem todos os atrativos fiquem na cidade polo. Avalio ser importante que os moradores de Maringá entendam que não é bom se tornar uma grande metrópole. É interessante ter um limite, um patamar.
O Diário – Qual seria o limite de crescimento para uma cidade?
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