Vídeo sobre o Trabalho de Mapeamento da Amazônia, realizado pela Diretoria do Serviço Geográfico, que foi premiado na “XX Rassegna Cinematografica Internazionale Eserciti e Popoli”.
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Mapeamento da Amazônia, Exército Brasileiro
COP-15 é farsa, segundo Aziz Ab’Saber
Atento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a COP-15, o geógrafo Aziz Ab’Sáber, 85, considerado referência no assunto, retifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que a COP-15 possa impedir esse processo.
O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) classifica a conferência como “farsa”, pois em um lugar com mais de 1000 pessoas, não pode haver debate ou questionamentos.
Tampouco acredita nas metas levadas: “Os países levam metas irreais. Quando um país leva uma meta que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai”.
Ponderado, o professor, critica os que ele chama de “terroristas do clima”: “não tenho dúvida que as causas (do aquecimento) não são tão perfeitas quanto eles pensam”. Experiente, Ab’Saber estuda geografia há 68 anos (ingressou aos 17 no curso de geografia da USP), ele afirma que os “terroristas” não consideram os movimentos periódicos do clima ou as variações climáticas ao longo da história da Terra.
Sobre as consequências catastróficas prenunciadas pela maioria dos cientistas, ele também faz inúmeras ressalvas. Para ele, o aquecimento não causará a desertificação das florestas tropicais, ao contrário, “a tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam”.
- Leia os principais trechos da entrevista:
O que o senhor está achando da 15ª Conferência das Partes da ONU em Copenhague, a COP- 15? Read more
Geoclipping
Ciência e democracia na Amazônia – Le Monde diplomatique Brasil
Atualmente, a Amazônia está sob três tipos de atuações humanas: daqueles que a exploram, degradando as suas propriedades naturais; daqueles que a consideram intocável e, por fim, daqueles que acreditam que é possível estabelecer uma relação socioambiental harmoniosa. Porém nada ainda evitou que milhares de hectares da floresta desapareçam em cinzas todos os dias. Por Alain Ruellan.
Produtores rurais podem ser remunerados a título de compensação ambiental – MundoGEO.
Ceará ganha primeira Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce – MMA.
Para geógrafo, serviço ambiental é oportunidade em tempos de crise ecológica global – Portal Terra.
Um Futuro para a Amazônia
Pela janela do apartamento da geógrafa Bertha Becker, na avenida Atlântica, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, a imensidão azul do mar de Copacabana escorre pelo horizonte como um tapete sem fim. A vista descansa os olhos, mas se engana quem pensa que é com o olhar no mar que Bertha faz suas análises sobre a Amazônia. Há 30 anos, a pesquisadora percorre todos os estados da região, e é em campo que aprimora uma visão única do que está ocorrendo na floresta, do processo de ocupação e devastação.
Bertha é professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutora honoris causa pela Universidade de Lyon III, na França, e integrante da Academia Brasileira de Ciências. Difere de muitos intelectuais, por ser incisiva em suas opiniões ao sugerir a economia como solução essencial para a preservação. Aos 72 anos, lançou recentemente, ao lado de Claudio Stenner, o livro Um Futuro para a Amazônia. “A proposta é abrir a cabeça dos jovens, despertar neles o interesse pela região com foco na ciência e na tecnologia”, diz ela.
Como aliar preservação ambiental com qualidade de vida das populações locais e ainda desenvolver a Amazônia?
A região tem imensa riqueza de patrimônio natural, mas ela precisa ser tratada com cuidado. Por exemplo, o Brasil necessita da energia gerada por hidrelétricas, que é renovável e limpa, e o país possui enorme quantidade de água. Porém, as hidrelétricas não podem ser construídas como no passado. A Amazônia é uma região sofisticada em termos de natureza, e temos de cuidar dela com a mesma sofisticação. Assim, existem tecnologias avançadas para evitar que as usinas tenham desníveis de barragem muito altos, inundem áreas de grande extensão. Mas o principal, sobretudo, é que a Amazônia não pode mais ser vista como o almoxarifado de recursos naturais de outras regiões do Brasil. No projeto de hidrelétricas, deve haver um planejamento integrado com atividades que gerem benefícios locais A mesma coisa deve acontecer com relação às unidades de conservação, que devem ter manejo adequado para criar cadeias produtivas de cosméticos e fármacos que gerem emprego e renda para a população local. O potencial na Amazônia é fantástico, mas nunca é aproveitado.
Como aproveitar esse potencial de forma a ser transformado em desenvolvimento econômico local?
A Amazônia é sempre utilizada para extrair recursos e manda-los para fora, como se fosse um almoxarifado sem fim. Nada sobra para a região. A posição que defendo é que se implante outro modelo de exploração do patrimônio natural, uma nova perspectiva que tenha como base a ciência e a tecnologia. O que sempre ocorreu historicamente foi a exportação de recursos naturais, sem agregação de valor. Primeiro, para o mercado europeu. Depois, para o americano, como o que houve com a borracha. Isso não cabe mais no século 21. Mas o problema é que a região ainda vive a forma de produção do século 19, em que companhias de mineração queimam a mata para fazer carvão. Precisamos de empresas modernas, de tecnologias avançadas e de grandes investimentos. Mas sempre articulados com a questão ambiental e, sobretudo, social. Existem mais de 20 milhões de pessoas que moram lá e vivem mal, porque os recursos são sempre explorados de forma a mandar as riquezas para fora da região onde é produzida.
É um desafio atribuir valor aos recursos naturais e ao mesmo tempo preservá-los. Como isso é possível? Read more
