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	<title>Geógrafo e o Mundo &#187; Amazônia</title>
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	<description>“A Geografia não é física nem humana. A Geografia é das humanidades”. Milton Santos</description>
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		<title>Povos da Amazônia usam GPS e fazem Mapas</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 19:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografias]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia desses no Seminário sobre Pesquisa em áreas protegidas na Bacia do Xingu falei que vejo como essêncial que a informação geográfica seja também construída onde ela nasce, que ela seja construída de forma colaborativa, pois só assim teremos informação em tempo real de confiança e com custos reduzidos Leia a máteria divulgada no Geoasy, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses no <a href="../2011/11/25/seminario-sobre-pesquisa-em-areas-protegidas-na-bacia-do-xingu/" rel="bookmark">Seminário sobre Pesquisa em áreas protegidas na Bacia do Xingu</a> falei que vejo como essêncial que a informação geográfica seja também construída onde ela nasce, que ela seja construída de forma colaborativa, pois só assim teremos informação <strong>em tempo real </strong>de confiança e com custos reduzidos</p>
<p>Leia a máteria divulgada no <a href="http://geoeasy.com.br/blog/?p=1780" target="_blank">Geoasy</a>, tendo como fonte <strong></strong> <a href="http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=361766">O Documento</a>.</p>
<blockquote><p><strong><span style="font-size: medium;">Brasileiro ensina povos da Amazônia a usar GPS e fazer mapas </span></strong></p>
<p>Por promover a união improvável entre o conhecimento tradicional de grupos amazônicos e as modernas técnicas de mapeamento por satélite, um antropólogo brasileiro acaba de receber um prêmio de US$ 100 mil da Fundação Ford, sediada nos EUA.</p>
<p>“Muita gente acha que a Amazônia é um caos fundiário, mas não é bem assim”, disse à Folha Alfredo Wagner Berno de Almeida, pesquisador da Ufam (Universidade Federal do Amazonas). “A verdade é que essas comunidades organizam muito bem seu território. E os mapas que ajudamos a editar expressam essa racionalidade.”<span id="more-501"></span></p>
<p>Esse é basicamente o trabalho que levou à láurea concedida a Almeida e seus colegas: editar mapas.</p>
<p>O projeto do grupo, batizado de “Nova Cartografia Social da Amazônia”, ensina indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais a empregar o GPS e técnicas modernas de georreferenciamento para produzir mapas artesanais, mas bastante precisos, de suas próprias terras.</p>
<p>Desde o lançamento, em 2005, cerca de 120 fascículos desse mapeamento já foram publicados (alguns com comunidades tradicionais de outras regiões do Brasil).</p>
<p>A intenção dos pesquisadores é entender como esses grupos usam seu espaço e organizam, em alguns casos há milênios, o uso dos preciosos recursos naturais da região.</p>
<p>Os mapas também ajudam a entender como essas identidades colidem com a urbanização e a expansão da fronteira agrícola na Amazônia, e a auxiliar as comunidades a demonstrar os direitos sobre seu território tradicional.</p>
<p>“Existe hoje uma pressão grande para a formalização do mercado de terras na Amazônia. A regularização é fundamental, mas às vezes não leva em consideração esses povos tradicionais”, diz o antropólogo, nascido em Minas Gerais e com doutorado no Museu Nacional Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
<p>Nesse trabalho, o grupo de mais de 70 pesquisadores, entre antropólogos, economistas, biólogos e agrônomos, também pode constatar como essas identidades estão se transformando.</p>
<p>Uma das situações emergentes são os índios urbanos –36 mil deles só na capital amazonense. Sintomático desse fato é que o grupo tenha ajudado na demarcação da terra indígena do município de Rio Preto da Eva (AM) –uma terra indígena urbana.</p>
<p>A equipe já era apoiada pela Fundação Ford. O prêmio desta semana integra o “Visionaries Award” (Prêmio Visionários), dado a “12 inovadores sociais cuja visão extraordinária e trabalho corajoso estão melhorando a vida de milhões de pessoas”, diz a fundação em comunicado.</p>
<p>Para Almeida, é importante reconhecer o sucesso dessas comunidades como modelos de gestão responsável dos recursos naturais.</p>
<p>Muitos céticos dizem que esse uso sustentável teria mais a ver com falta de alternativas econômicas, e que essas pessoas não hesitariam em deixar seu modo de vida ancestral se tivessem acesso a hospitais, educação e lazer urbanos. Ele discorda.</p>
<p>“Percebemos que muitas dessas pessoas preferem uma vida com menos conforto material mas com uma rede de proteção social forte, e com autonomia sobre suas vidas, em vez de simplesmente decidirem virar assalariados.”</p></blockquote>
<p>Acesso em 6 de janeiro de 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Realidade e Projeções para o Futuro da Amazônia</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 13:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>

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		<description><![CDATA[Geoprocessamento permite conhecer melhor a realidade amazônica e fazer projeções para o futuro da região Fundamental na atuação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o geoprocessamento tem contribuído para que se conheça de perto a realidade amazônica no que tange a dinâmica do desmatamento e degradação florestal e para projetar cenários futuros,  apoiando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Geoprocessamento permite conhecer melhor a realidade amazônica e fazer projeções para o futuro da região</h2>
<p><img class="alignleft" title="Geógrafa, coordenadora do Geoprocessamento do IPAM" src="http://www.ipam.org.br/image.php/galerias/329c660f3f00333fbd049769b4b60d7ed4ff05a8.jpg*180*240*I" alt="" width="151" height="201" />Fundamental na atuação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia  (IPAM), o geoprocessamento tem contribuído para que se conheça de perto  a realidade amazônica no que tange a dinâmica do desmatamento e  degradação florestal e para projetar cenários futuros,  apoiando o  debate e a construção de políticas públicas voltadas para a promoção do  desenvolvimento sustentável e redução de emissões por desmatamento e  degradação na região. Nesta entrevista, a coordenadora de  Geoprocessamento do IPAM, a <strong>geógrafa</strong> Ane Alencar, explica como esta área  tem se desenvolvido no Instituto e apresenta alguns dos resultados que  tem subsidiado o desenvolvimento de políticas de conservação e  desenvolvimento na Amazônia.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – No que consiste o trabalho de geoprocessamento no IPAM?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> O núcleo de geoprocessamento do IPAM  usa e desenvolve ferramentas de sensoriamento remoto e sistema de  informações geográficas (SIG) para avaliar os principais impactos  decorrentes das mudanças climáticas e de uso da terra na Amazônia. As  ferramentas de sensoriamento remoto são utilizadas pelo Instituto no  processamento digital de imagens de satélite para o mapeamento do  desmatamento e degradação florestal, além de apontar o impacto de  fenômenos climáticos, por exemplo, secas severas, na dinâmica do carbono  regional. Já o SIG é utilizado para organizar o banco de dados  espaciais do Instituto e apoiar as pesquisas de modelagem relacionadas à  previsão de cenários futuros de desmatamento e degradação florestal  decorrentes de políticas de desenvolvimento, como por exemplo o PAC, e  do aquecimento global. As análises e mapas desenvolvidos por este núcleo  têm sido utilizados ao longo dos mais de quinze anos do IPAM para  subsidiar o debate relacionado as políticas públicas de conservação e de  desenvolvimento regional, e mais recentemente, políticas relacionadas a  promoção do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e  Degradação florestal (REDD). Além disso, o núcleo de geoprocessamento  tem apoiado as iniciativas de capacitação e empoderamento dos atores  amazônicos do IPAM fornecendo mapas e análises que são utilizados em  reuniões, seminários e publicações técnicas do Instituto.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Como o setor de geoprocessamento atua na estrutura do Instituto?<span id="more-488"></span></strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> O geoprocessamento é um setor  transversal no IPAM. Durante vários anos, foi centralizado na sede do  IPAM em Belém. No entanto, às vezes não conseguíamos suprir demandas dos  projetos mais localizados, como por exemplo, mapas para reuniões ou  para apoio à mobilização e à capacitação. Com isso, os  escritórios  regionais começaram a contratar pessoas para suprir estas demandas  locais. Hoje, funcionamos com quatro núcleos: Brasília, que concentra o  núcleo de pesquisa em modelagem espacial de uso da terra e degradação  florestal do instituto e atende aos projetos de escala nacional,  internacional e aqueles desenvolvidos no Mato Grosso; Belém, que atende  aos trabalhos de mapeamento participativo e manejo florestal comunitário  desenvolvidos nas regiões da BR-163 e Transamazônica; Santarém, que  apoia os projetos de regularização ambiental de assentamentos  desenvolvidos na várzea e terra firme da região do Baixo Amazonas e;  Acre, que apoia as atividades e projetos relacionados aos impactos da  expansão e melhoria da rede de estradas no desenvolvimento da região da  fronteira trinacional MAP, que inclui os estados do Acre (Brasil), Madre  de Deus (Peru) e Pando (Bolívia).</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Como são usadas as ferramentas de geoprocessamento nas pesquisas do IPAM?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> Estas ferramentas são utilizadas e  desenvolvidas para facilitar a análise remota das principais dinâmicas  de uso da terra na Amazônia, apontar as áreas que tem sofrido maior  pressão pelo desmatamento e degradação, identificar os potenciais  impactos econômicos e ecológicos das políticas públicas de  desenvolvimento e conservação na região, e projetar tendências de  mudanças na cobertura vegetal decorrentes de processos antrópicos de uso  da terra e fenômenos climáticos. O Programa Cenários para a Amazônia,  por exemplo, vem utilizando as ferramentas de geoprocessamento que  incluem o sensoriamento remoto e o SIG, para apoiar o desenvolvimento de  modelos que indicam o impacto futuro das mudanças climáticas, obras de  infraestrutura, unidades de conservação na manutenção das florestas da  região.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Como são desenvolvidos os  modelos de cenários?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> De uma forma simplificada, analisamos a  dinâmica do desmatamento passado para estimar a perda de floresta no  futuro. Assim, por exemplo, podemos utilizar uma sequência de mapas de  desmatamento de uma região onde uma estrada foi aberta há dez anos,  calcular a taxa de desmatamento desta estrada ao longo destes anos, e  utilizar esta taxa para calcular o possível desmatamento de uma outra  estrada que esta sendo aberta agora. Outros fatores podem ser  adicionados ao modelo tanto para limitar o uso da taxa no tempo como  para apontar as áreas mais aptas a serem desmatadas. Estas variáveis  incluem o tipo de solo, proximidade de infraestrutura de escoamento e  produção, presença de centros urbanos, etc. Todas as variáveis entram em  uma equação que gera parâmetros que permitem estimar o desmatamento  futuro em regiões semelhantes.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Poderia dar um exemplo concreto?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> A modelagem de risco de incêndios  florestais, que desenvolvemos há vários anos, é um bom exemplo da  aplicação do geoprocessamento nas pesquisas desenvolvida pelo IPAM.  Neste caso específico, nós desenvolvemos um método para mapear a  degradação florestal causada pelos incêndios florestais, resultando em  mapas anuais de área florestal queimada para os principais tipos de  floresta da Amazônia (densa, aberta e de transição). A partir deste   mapeamento anual, nós pudemos entender as principais mudanças no regime  do fogo, como frequência e intervalo, e relacionar as mesmas com as  mudanças no clima regional e com a dinâmica de fragmentação florestal.  Estas relações foram então utilizadas para prever o risco de incêndios  em cenários de precipitação média, precipitação extrema ou seca extrema.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Como o geoprocessamento tem colaborado com as pesquisas relacionadas às mudanças climáticas e REDD?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> Além do próprio desenvolvimento do modelo de previsão do desmatamento estimando a emissão de CO<sub>2</sub> devido a mudanças de uso da terra (o primeiro D do REDD), e do  desenvolvimento do modelo de risco de incêndios que estima a emissão de  CO<sub>2</sub> decorrente da degradação florestal por fogo (segundo D do  REDD). Um outro exemplo, é o sistema de monitoramento de carbono  aplicado nas propriedades do Cadastro Socioambiental do Xingu, realizado  em parceria com a Aliança da Terra. A partir de mapas de densidade de  carbono, uso da terra, potencialidade de regeneração, degradação  florestal e custo de oportunidade (medida econômica que calcula o quanto  um hectare de floresta vale para uma determinada atividade), podemos  valorar o potencial de emissões e de redução de emissões de uma  propriedade, o que pode apoiar e estimular os produtores a acessarem o  mercado de carbono. Esse mesmo princípio foi usado para as projeções de  distribuição de benefícios dos possíveis créditos gerados pelo REDD  feitas para o livro <em>REDD no Brasil: um enfoque amazônico</em>, no  qual o IPAM calculou, a partir das taxas de desmatamento por estado e  por setor, a porção da redução de emissões para cada estado, dentro de  uma política nacional de REDD.</p>
<p>Fonte:<a href="http://www.ipam.org.br/revista/Ane-Alencar-Geoprocessamento-permite-conectar-dados-e-fazer-projecoes-para-Amazonia/311"> Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia &#8211; IPAM</a>, acesso em 10 de agosto de 2011.</p>
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		<title>Projeto PRODES &#8211; Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 21:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde 1988, o INPE vem produzindo as Taxas Anuais do desflorestamento da Amazônia Legal. A partir do ano de 2002, estas estimativas estão sendo produzidas por classificação digital de imagens seguindo a Metodologia PRODES. A principal vantagem deste procedimento está na precisão do geo-referenciamento dos polígonos de desflorestamento, de forma a produzir um banco de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="PRODES" src="http://www.dpi.inpe.br/prodesdigital/images/banner.jpg" alt="" width="445" height="56" /></p>
<p>Desde 1988, o INPE vem produzindo as <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/prodes_1988_2010.htm" target="_blank">Taxas Anuais</a> do desflorestamento da Amazônia Legal. A partir do  ano de 2002, estas estimativas estão sendo produzidas por classificação  digital de imagens seguindo a <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/metodologia.pdf" target="_blank">Metodologia PRODES</a>.   A principal vantagem  deste procedimento está na precisão do geo-referenciamento dos  polígonos de desflorestamento, de forma a produzir um banco de dados  geográfico multitemporal.<br />
A partir dos  incrementos de desflorestamento identificados em cada  imagem, as taxas anualizadas são estimadas para a data de 1/agosto do  ano de referência.</p>
<p>Obtenha os dados tabulares  mais   recentes publicados pelo INPE <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/index.html" target="_blank">aqui</a>. Além dos dados tabulares, também estão  disponíveis os resultados do PRODES digital na forma de vetores (shapefile) e imagens de satélite utilizadas. Acesse o <a href="http://www.obt.inpe.br/prodesdigital/cadastro.php" target="_blank">banco de dados PRODES</a>, e faça consultas por cenas individuais, mosaicos estaduais, desmatamentos nos municípios e desmatamento em unidades de conservação.</p>
<p>Utilize o <a href="http://edermileno.ggf.br/2010/12/21/quantum-gis-qgis/" target="_self">QGIS</a> ou <a href="http://edermileno.ggf.br/2008/03/06/o-que-e-gvsig/" target="_self">gvSIG</a> para visualizar, manipular e analisar os dados geográficos do PRODES.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/index.html" target="_self">INPE</a>, acesso em 12 de janeiro de 2011.</p>
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		<title>Nova Base Cartográfica da Amazônia</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 12:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Ministério do Meio Ambiente disponibilizou no seu sítio eletrônico a nova base cartográfica da Amazônia com escala de 1:100.000. O mapa foi desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com Banco Mundial, Exército Brasileiro e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A nova base de dados traz todas as informações cartográficas básicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério do Meio Ambiente disponibilizou no seu sítio eletrônico a nova base cartográfica da Amazônia com escala de 1:100.000. O mapa foi desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com Banco Mundial, Exército Brasileiro e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p><a href="http://mapas.mma.gov.br/mapas/aplic/cartoamazonia/index.htm"><img class="alignleft" title="Clique e acesse a Base Cartográfica da Amazônia Legal " src="http://edermileno.ggf.br/wp-content/uploads/2010/05/base_cart_am_legal.png" alt="Clique e acesse a Base Cartográfica" width="324" height="215" /></a>A nova base de dados traz todas as informações cartográficas básicas para o planejamento da região como a hidrografia, a malha viária, as localidades, florestas, e divisão política, compondo um conjunto de informações sobre a estruturação do território, com características físicas e geográficas.</p>
<p>Para o diretor de Zoneamento Territorial do MMA, Roberto Vizentin, essas informações vão servir como base para o planejamento e a gestão não só ambiental mas do território amazônico. &#8220;É um produto que interessa a todos&#8221;, acredita Vizentin.</p>
<p>O novo mapa, que passa a integrar o Sistema Cartográfico Nacional, faz parte do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e é implementado pelo Departamento de Zoneamento Territorial do MMA.</p>
<p>Segundo Vizentin, a base cartográfica será um dos mais completos instrumentos norteadores das políticas públicas para a região amazônica. &#8220;Ela cobre todos chamados vazios cartográficos, áreas sobre as quais se tem pouco ou nenhum conhecimento territorial, beneficiando vários projetos do setor público e privado que poderão acessar as informações numa escala inédita&#8221;, explica Vizentin.</p>
<p>Autor: Carlos Américo</p>
<p>Publicado no <a href=" http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&amp;idEstrutura=8&amp;codigo=5780">www.mma.gov.br</a>, acesso em 16 de maio de 2010.</p>
<p><strong>Clique na imagem acima e acesse a Base Cartográfica da Amazônia Legal.</strong></p>
<p>As informações estão no formato de arquivo digital &#8220;shapefile&#8221;. Conheça o gvSIG em <a href="http://edermileno.ggf.br/2008/03/06/o-que-e-gvsig/">O que é o gvSIG?</a>, e o utilize para vizualizar e manipular a Base Cartográfica.</p>
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		<title>Mapeamento da Amazônia, Exército Brasileiro</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 16:27:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vídeo sobre o Trabalho de Mapeamento da Amazônia, realizado pela Diretoria do Serviço Geográfico, que foi premiado na &#8220;XX Rassegna Cinematografica Internazionale Eserciti e Popoli&#8221;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo sobre o Trabalho de Mapeamento da Amazônia, realizado pela Diretoria do Serviço Geográfico, que foi premiado na &#8220;XX Rassegna Cinematografica Internazionale Eserciti e Popoli&#8221;.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="427" height="346" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3HjbYrTSGwc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="427" height="346" src="http://www.youtube.com/v/3HjbYrTSGwc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>COP-15 é farsa, segundo Aziz Ab&#8217;Saber</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 12:07:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Atento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a COP-15, o geógrafo Aziz Ab&#8217;Sáber, 85, considerado referência no assunto, retifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que a COP-15 possa impedir esse processo. O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) classifica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="Geógrafo e Professor Aziz AbSaber" src="http://www.visaogeografica.com/images/aziz.gif" alt="" width="143" height="186" />Atento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a COP-15, o<em><strong> geógrafo Aziz Ab&#8217;Sáber,</strong></em> 85, considerado referência no assunto, retifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que a COP-15 possa impedir esse processo.<br />
O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) classifica a conferência como &#8220;farsa&#8221;, pois em um lugar com mais de 1000 pessoas, não pode haver debate ou questionamentos.<br />
Tampouco acredita nas metas levadas: &#8220;Os países levam metas irreais. Quando um país leva uma meta que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai&#8221;.<br />
Ponderado, o professor, critica os que ele chama de &#8220;terroristas do clima&#8221;: &#8220;não tenho dúvida que as causas (do aquecimento) não são tão perfeitas quanto eles pensam&#8221;. Experiente, Ab&#8217;Saber estuda geografia há 68 anos (ingressou aos 17 no curso de geografia da USP), ele afirma que os &#8220;terroristas&#8221; não consideram os movimentos periódicos do clima ou as variações climáticas ao longo da história da Terra.<br />
Sobre as consequências catastróficas prenunciadas pela maioria dos cientistas, ele também faz inúmeras ressalvas. Para ele, o aquecimento não causará a desertificação das florestas tropicais, ao contrário, &#8220;a tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam&#8221;.</p>
<ul>
<li>Leia os principais trechos da entrevista:</li>
</ul>
<p><strong>O que o senhor está achando da 15ª Conferência das Partes da ONU em Copenhague, a COP- 15?</strong><span id="more-376"></span></p>
<p>Copenhague é uma farsa, quando eu vi que levaram cerca de 700 pessoas do Brasil pra lá eu disse &#8220;meu Deus&#8221;, essas pessoas não terão um segundo pra falar, nem nada. Para mim, quando uma conferência passa de 1000 pessoas na sala, elas ficam só ouvindo as metas e propostas dos outros. Não há espaço para debate ou questionamento.<br />
Além disso, os países levam metas irreais. Quando um país diz que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai. Espertos são os países que levam metas baixinhas.</p>
<p><strong>E quanto ao objetivo da conferência: reduzir as emissões de CO2?</strong></p>
<p>Não tenho a menor dúvida que as causas não são tão perfeitas como eles pensam. Mas é fato que está havendo um aquecimento: Na cidade de São Paulo, no século passado, tinha 18,6 graus Celsius de temperatura média na área central. Hoje, tem entre 20,8 e 21,2 graus. Se a gente fizer a somatória de todas as cidades em São Paulo, se fizermos as contas do desmate ocorrido no nosso território, veremos que com esses desmates o sol passou a bater diretamente no chão da paisagem.<br />
Se esse aquecimento é em função do calor das grandes cidades&#8230; O clima urbano deve ser considerado, porque evidentemente esse clima tem certa projeção espacial, em algumas cidades mais em outras menos.<br />
Há também que se considerar os efeitos das chamadas Células ou Ilhas de Calor, por que quando eu digo que a temperatura da cidade de São Paulo aumentou nesse século, eu não falo do estado como um todo, nem mesmo da cidade. A temperatura medida na área central é uma, nos Jardins é outra e, lá onde eu moro, perto de Cotia, é outra.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>E os inúmeros alertas para as consequências do aquecimento: O aumento do nível do mar, a desertificação de florestas&#8230;</strong></p>
<p>Mas essas observações de que o aquecimento global vai derrubar a Amazônia são terroristas! Há um aquecimento? Sim, seja ele mediano ou vagaroso, mas, quanto mais calor, a tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam e não que sejam reduzidas.<br />
Parece que essas pessoas, esses terroristas do clima nunca foram para o litoral! A gente que observa o céu vê que as nuvens estão subindo e sendo empurradas para a Serra do Mar, levando mais umidade para dentro do território.<br />
Esses cientistas alarmistas não observam nada, <span style="text-decoration: underline;">não tem interdisciplinaridade.</span> Na média está havendo aquecimento, mas as consequências desse aquecimento não são como eles prevêem.<br />
Mas essa é uma realidade não relacionada tão diretamente com a poluição atmosférica do globo e pode sofrer críticas sérias de pessoas com maior capacidade de observação.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Esse ano nós tivemos um clima problemático&#8230; Enchentes sérias em São Paulo, em Santa Catarina&#8230;</strong></p>
<p>Esse ano é um ano anômalo, El Niño funcionou por causa do aquecimento do Pacífico equatorial, a umidade veio pra leste, bateu na Colômbia, lá houve problemas sérios, inundações. Aqui, essa massa de ar úmida entrou pela Amazônia e outras regiões sul-sudeste e perturbou todo o sistema de massas de ar no Brasil e continua, isso vem desde novembro do ano passado até hoje. Quando o pessoal diz: &#8220;Olha, está muito calor, o aquecimento!&#8221;, eles não sabem as consequências das perturbações climáticas periódicas. E aí entra o problema da periodicidade climáticas que ninguém fala! Se não falarem disso lá em Copenhague, será uma tristeza para a climatologia. A periodicidade do El Niño é de 12 em 12, 13 em 13, ou 26 em 26 anos. Então ontem, no jornal, alguém disse: &#8220;O último ano que fez tanto calor foi em 1998&#8243;. Há 11 anos, a medida do El Niño, então esse calor, essas chuvas, é um tempo diferenciado provocado pelo El Niño.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>E o que aconteceu?</strong></p>
<p>O que aconteceu naturalmente? Sem indústria, sem nada: Entre 23 mil e 12 mil anos antes do presente (A.P.), houve um período muito crítico. O planeta passou por um período de glaciação. Devido ao congelamento de águas marinhas nos pólos Norte e Sul, o nível dos oceanos era cerca de 90 metros mais baixo do que o registrado hoje. A partir de 12 mil anos atrás, cessou o clima frio e começou a haver um aquecimento progressivo. Com isso, o nível do mar subiu, ele tinha descido 95 metros.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Isto, por conta do aquecimento&#8230;</strong></p>
<p>Com o aquecimento, as grandes manchas florestais, que haviam se reduzido a refúgios, cresceram. A esse processo, que aconteceu principalmente na costa brasileira, eu dei o nome de &#8220;A Réplica do calor&#8221; e período foi chamado de Optimum climático. Durante esse Optimum climático o calor foi tão grande que o nível do mar subiu, embocando nas costas mundiais, formando baías, golfos, rías.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>E o que aconteceu depois?</strong></p>
<p>Houve mais chuvas, o que favoreceu a continuidade das florestas. O optimum é uma fase da história climática do mundo que vários cientistas e o próprio IPCC não consideram. Como naquele período nem a mata Atlântica nem a Amazônia desapareceram do mapa, não é certo dizer que até 2100 a Amazônia vai virar cerrado.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Qual é o principal risco do aquecimento, então?</strong></p>
<p>Conclusão: se está havendo certo nível de aquecimento que é antrópico (relativo à ação do homem), o que irá acontecer é certo degelo &#8211; que não é relacionado com as coisas que eles falam lá de supra atmosfera, o homem tem uma pequena parcela nisso. A conclusão que se chega é que haverá impactos nas cidades costeiras. Realmente é perigoso: há aquecimento, há degelo e o mar está subindo.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Mas esse aquecimento é controlável pelo homem? É possível impedi-lo?</strong></p>
<p>Não é possível. O que é possível é que as cidades costeiras comecem já seus projetos para defender as ruas principais, mais rasas.<br />
A redução da emissão de gás carbônico pelo homem vai amenizar um pouco esse processo, mas eles falam nisso sem lembrar a periodicidade, eu não desprezo o fato que as emissões de CO2 podem influir na climatologia do mundo, mas eu acho ruim que eles não conhecem dinâmica climática, não sabem nada do que já aconteceu no passado de modo natural e estão facilitando a vida dos que querem aproveitar-se da situação.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Quem são esses?</strong></p>
<p>Por exemplo, o governador do Amazonas, Eduardo Braga, que disse recentemente: &#8220;Nossa região é uma vítima do aquecimento global, não a vilã&#8221;. Eles pensam assim: &#8220;Já que o aquecimento global vai mesmo destruir a Amazônia, que deixe a floresta para nós&#8221;.<br />
A Kátia Abreu, lá no senado, diz que agricultura nunca afetou nada o meio ambiente&#8230; O problema é o mesmo, na Amazônia a diminuição da mata que permaneceu quase intacta até 1950. Eu estive lá: Era tão difícil estudar lá, de tão ampla que era a mata, biodiversa e densa.<br />
E Hoje? Vai lá pra ver como está, o desmate da cidade é incrível!<br />
Tem uma coisa que eu não gosto de dizer para jornalista&#8230; Mas pra você eu vou dizer: todo espaço virou mercadoria! Os arredores da cidade, a especulação, não é produzir coisas economicamente boas para o estado e para o país, não, é deles!</p>
<p><span style="color: #999999;"><em>Materia elaborada por <strong><span style="color: #999999;">Carolina Oms</span></strong>, em especial para Terra Magazine.</em></span></p>
<p>Fonte: <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4150118-EI6586,00.html" target="_blank">Terra Magazine</a>, acesso em 11 de dezembro de 2009.</p>
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		<title>Geoclipping</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 11:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ciência e democracia na Amazônia &#8211; Le Monde diplomatique Brasil Atualmente, a Amazônia está sob três tipos de atuações humanas: daqueles que a exploram, degradando as suas propriedades naturais; daqueles que a consideram intocável e, por fim, daqueles que acreditam que é possível estabelecer uma relação socioambiental harmoniosa. Porém nada ainda evitou que milhares de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diplo.uol.com.br/2009-03,a2821">Ciência e democracia na Amazônia &#8211; </a><a href="http://diplo.uol.com.br/2009-03,a2821">Le Monde diplomatique Brasil</a></p>
<p>Atualmente, a Amazônia está sob três tipos de atuações humanas: daqueles que a exploram, degradando as suas propriedades naturais; daqueles que a consideram intocável e, por fim, daqueles que acreditam que é possível estabelecer uma relação socioambiental harmoniosa. Porém nada ainda evitou que milhares de hectares da floresta desapareçam em cinzas todos os dias. Por Alain Ruellan.</p>
<p><a href="http://www.mundogeo.com.br/noticias-diarias.php?id_noticia=15608&amp;lang_id=1">Produtores rurais podem ser remunerados a título de compensação ambiental &#8211; MundoGEO</a>.</p>
<p><a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4149532-EI306,00.html">Ceará ganha primeira Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce &#8211; MMA.</a></p>
<p><a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4149532-EI306,00.html">Para geógrafo, serviço ambiental é oportunidade em tempos de crise ecológica global &#8211; Portal Terra</a>.</p>
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		<title>Um Futuro para a Amazônia</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 12:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pela janela do apartamento da geógrafa Bertha Becker, na avenida Atlântica, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, a imensidão azul do mar de Copacabana escorre pelo horizonte como um tapete sem fim. A vista descansa os olhos, mas se engana quem pensa que é com o olhar no mar que Bertha faz suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pela janela do apartamento da geógrafa Bertha Becker, na avenida Atlântica, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, a imensidão azul do mar de Copacabana escorre pelo horizonte como um tapete sem fim. A vista descansa os olhos, mas se engana quem pensa que é com o olhar no mar que Bertha faz suas análises sobre a Amazônia. Há 30 anos, a pesquisadora percorre todos os estados da região, e é em campo que aprimora uma visão única do que está ocorrendo na floresta, do processo de ocupação e devastação.<img class="alignright" src="http://viajeaqui.abril.com.br/ng/imagem/ed107_bertha.jpg" alt="" width="390" height="270" />Bertha é professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutora honoris causa pela Universidade de Lyon III, na França, e integrante da Academia Brasileira de Ciências. Difere de muitos intelectuais, por ser incisiva em suas opiniões ao sugerir a economia como solução essencial para a preservação. Aos 72 anos, lançou recentemente, ao lado de Claudio Stenner, o livro Um Futuro para a Amazônia. &#8220;A proposta é abrir a cabeça dos jovens, despertar neles o interesse pela região com foco na ciência e na tecnologia&#8221;, diz ela.<br />
Como aliar preservação ambiental com qualidade de vida das populações locais e ainda desenvolver a Amazônia?<br />
A região tem imensa riqueza de patrimônio natural, mas ela precisa ser tratada com cuidado. Por exemplo, o Brasil necessita da energia gerada por hidrelétricas, que é renovável e limpa, e o país possui enorme quantidade de água. Porém, as hidrelétricas não podem ser construídas como no passado. A Amazônia é uma região sofisticada em termos de natureza, e temos de cuidar dela com a mesma sofisticação. Assim, existem tecnologias avançadas para evitar que as usinas tenham desníveis de barragem muito altos, inundem áreas de grande extensão. Mas o principal, sobretudo, é que a Amazônia não pode mais ser vista como o almoxarifado de recursos naturais de outras regiões do Brasil. No projeto de hidrelétricas, deve haver um planejamento integrado com atividades que gerem benefícios locais A mesma coisa deve acontecer com relação às unidades de conservação, que devem ter manejo adequado para criar cadeias produtivas de cosméticos  e fármacos que gerem emprego e renda para a população local. O potencial na Amazônia é fantástico, mas nunca é aproveitado.<br />
Como aproveitar esse potencial de forma a ser transformado em desenvolvimento econômico local?<br />
A Amazônia é sempre utilizada para extrair recursos e manda-los para fora, como se fosse um almoxarifado sem fim. Nada sobra para a região. A posição que defendo é que se implante outro modelo de exploração do patrimônio natural, uma nova perspectiva que tenha como base a ciência e a tecnologia. O que sempre ocorreu historicamente foi a exportação de recursos naturais, sem agregação de valor. Primeiro, para o mercado europeu. Depois, para o americano, como o que houve com a borracha. Isso não cabe mais no século 21. Mas o problema é que a região ainda vive a forma de produção do século 19, em que companhias de mineração queimam a mata para fazer carvão. Precisamos de empresas modernas, de tecnologias avançadas e de grandes investimentos. Mas sempre articulados com a questão ambiental e, sobretudo, social. Existem mais de 20 milhões de pessoas que moram lá e vivem mal, porque os recursos são sempre explorados de forma a mandar as riquezas para fora da região onde é produzida.<br />
É um desafio atribuir valor aos recursos naturais e ao mesmo tempo preservá-los. Como isso é possível?<span id="more-238"></span><br />
Existem múltiplas formas de agregar valor aos recursos naturais. O mundo já está mudando, no sentido de sair da &#8220;indústria fordista&#8221; &#8211; megaindústria, megafábricas &#8211; para outras mais flexíveis, que utilizem recursos de forma mais eficiente, sem desperdício. Esse é o verdadeiro desenvolvimento sustentável &#8211; e não deixar a Amazônia fechada, sem mobilizar seus recursos, como muita gente defende. A questão é moldar novo modelo de desenvolvimento em que ciência e tecnologia definam modos adequados de uso, sem destruição, com distribuição equitativa da riqueza gerada no próprio local.<br />
Como a produção pode contribuir para a preservação?<br />
A Amazônia não entrou na fase fordista de desenvolvimento que afetou São Paulo e o Sudeste do Brasil. Ela ficou à margem desse processo, foi atingida pelas beiradas, pela expansão da fronteira. Podemos, então, implantar uma indústria madeireira moderna, que não explore a madeira apenas para queimá-la ou exporte toras em estado bruto, sem valor agregado. É possível organizar uma indústria decente? Sim, e madeira é o recurso mais ostensivo da floresta. Outro ponto é a biodiversidade. O Brasil tem problema sério de saúde pública, e o potencial em biodiversidade é imenso. A floresta possui muitas espécies que podem ser utilizadas para fármacos. No momento servem para produção de cosméticos, óleos essenciais, xampu. Nós temos um mercado doméstico de saúde pública que é carente. Outro potencial é a pesca. A riqueza de peixes é inigualável, e possuem um sabor maravilhoso. Mas não existe cadeia produtiva organizada de pesca, apenas iniciativas embrionárias e dispersas.<br />
De que forma é possível organizar a cadeia produtiva para que os produtos da floresta cheguem aos centros urbanos?<br />
A Amazônia tem poucas cadeias produtivas organizadas. O que se produz efetivamente lá é uma quantidade mínima. O nosso modelo de desenvolvimento sempre foi monopolista &#8211; na riqueza, na produção e no acesso ao mercado. A circulação fluvial não é organizada com o objetivo de desenvolver a região. A cadeia produtiva sempre foi voltada à exportação. Nunca se deu atenção para beneficiar o povo. É preciso organizar a cadeia de produção desde o âmago da floresta, envolvendo as populações locais, até os setores que oferecem os serviços. Os empresários se interessam muito mais em exportar o produto, sem agregar valor ao local, e isso nunca gerou desenvolvimento. Organizar a cadeia produtiva é tarefa que exige serviços especializados e indústria. Daí vem a minha segunda tese: há que se fortalecer as cidades da Amazônia, porque é lá que se concentram serviços, indústria e comércio. O município tem de ser o nó da cadeia produtiva em que os produtos da floresta são processados e comercializados. Isso não apenas em Manaus e Belém mas em cidades médias. Os serviços são um dos fatores-chave do desenvolvimento da Amazônia.<br />
Quais tipos de serviço podem ser fomentados?<br />
Aqueles que atendam às necessidades básicas de educação e saúde e sirvam para processar a produção. E também têm de existir serviços avançados especializados, de alto valor agregado &#8211; jurídico, gestão, produção de conhecimento, contabilidade, marketing. Na Amazônia, eles têm de dar conta do grande potencial que é o capital natural: os serviços ambientais. Antes se valorizava apenas o estoque de recursos dos ecossistemas: ferro, madeira. Hoje já se atribui valor às funções da natureza. Essa é uma mudança qualitativa: a natureza é transformada em capital natural e oferece múltiplos meios de produção. Um exemplo é o mercado de carbono, que está a pleno vapor e que é essencialmente de serviço ambiental. Temos novo e imenso potencial na transformação da natureza em capital natural. Mas é preciso ter ciência e tecnologia.<br />
Como fazer com que esses serviços sejam prestados nas próprias cidades amazônicas e não no exterior?<br />
Eu sugiro transformar Manaus numa cidade mundial, com base na organização da prestação de serviços ambientais. Isso é uma bomba. Uma hipótese e sugestão únicas. Mas, para tanto, é preciso rechear as cidades na Amazônia de conhecimento científico e tecnológico ligados ao meio ambiente, como advogados que entendam da questão ambiental. Eu proponho uma bolsa de valores em Manaus para negociar o carbono de serviço ambiental. Por que tem de ser em Chicago ou na Europa? Essas informações fazem parte da minha pesquisa atual, e que estou encaminhando ao governo federal.<br />
Problemas básicos, como o caos fundiário, ainda não foram resolvidos. Doar títulos pode ser uma solução?<br />
Eu acho que é preciso encarar de frente esse problema de falta de títulos de terra e resolver a questão fundiária de uma vez por todas. Vivemos numa sociedade capitalista; se não existir defesa da propriedade, sempre ficará a sensação de que é possível avançar sobre terras alheias. Mas não acho que as áreas desmatadas devam ter a mesma regulamentação fundiária que os locais de floresta densa. Nesse caso, penso que não se deveria simplesmente fornecer títulos definitivos de terra, sem custo, para quem tem a posse. O melhor a fazer seria um sistema de concessões públicas a investimentos e projetos que atuem nessas áreas preservadas e contribuam para sua sustentabilidade.<br />
A Amazônia é uma terra sem lei? Falta a presença do Estado?<br />
Esse é um tema interessante, porque não se trata propriamente de ausência, e sim de omissão. Em alguns momentos o Estado é presente, mas omisso porque lhe interessa. É um jogo geopolítico de poder, uma ambiguidade. Faço muita pesquisa de campo e escuto a população reclamar da falta do Estado. Mas isso não significa dizer que ele está totalmente ausente. Em algumas áreas o Estado não está omisso, mas é tolerante e deixa passar situações que não deveria permitir. Já em outras ele está presente como dono das terras dos antigos territórios que se transformaram em governos estaduais, como Tocantins e Amapá.<br />
A senhora sempre vai a campo para suas pesquisas. O que tem observado com base nessa visão interna da região?<br />
Sempre chamei a Amazônia de fronteira. Não apenas como limite territorial mas no sentido de ser fronteira com os mais novos acontecimentos globais. Lá é possível observar as tendências mais recentes em curso no mundo. As grandes transformações mundiais são mais fáceis de ser percebidas na Amazônia do que no Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, em que a complexidade da vida social, econômica e política é tão grande, entremeada de tantas informações, que é difícil captar algum rumo novo. Novidades que estão começando a acontecer no mundo podem ser sentidas logo lá. O local é ponta-de-lança de ideias inovadoras no que diz respeito às mudanças que o sistema capitalista está tomando, às tendências da economia mundial.<br />
Além da diversidade ecológica, a Amazônia possui igualmente variedade de culturas tradicionais. Como é possível preservar essas culturas amazônicas no mundo contemporâneo?<br />
É um enorme dilema. Temos a obrigação de preservar as culturas da Amazônia, o que não significa deixá-las isoladas. No caso dos índios, que conheço melhor, é preciso estabelecer um programa de atividades que permita obtenção de renda às comunidades para que elas possam preservar sua cultura. Sem formas de manter-se economicamente, nenhuma cultura sobreviverá.<br />
Por  Maurício Barros de Castro para National Geographic Brasil, acesso em 30 de março de 2009.</p>
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