<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Geógrafo e o Mundo</title>
	<atom:link href="http://edermileno.ggf.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://edermileno.ggf.br</link>
	<description>“A Geografia não é física nem humana. A Geografia é das humanidades”. Milton Santos</description>
	<lastBuildDate>Wed, 11 Jan 2012 12:00:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Bases Cartográficas disponíveis em DIVA-GIS</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2012/01/11/bases-cartograficas-disponiveis-em-diva-gis/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2012/01/11/bases-cartograficas-disponiveis-em-diva-gis/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 12:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[SIG]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[DIVA-GIS]]></category>
		<category><![CDATA[Informação Geográfica]]></category>
		<category><![CDATA[QGIS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=511</guid>
		<description><![CDATA[Precisando de Informações Geográficas para seus trabalhos de Geoprocessamento? As vezes temos uma certa dificuldade de encontrar informações geográficas, e muitas vezes temos que construí-las do início. Ainda bem que temos muitos projetos no Brasil e no Mundo que disponibilizam essa informações facilmente pela Web. A exemplo do MMA, IBGE, INPE, dentre outros. Porém reservamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Precisando de Informações Geográficas para seus trabalhos de Geoprocessamento?</h2>
<p>As vezes temos uma certa dificuldade de encontrar informações geográficas, e muitas vezes temos que construí-las do início.<br />
Ainda bem que temos muitos projetos no Brasil e no Mundo que disponibilizam essa informações facilmente pela Web. A exemplo do MMA, IBGE, INPE, dentre outros.<br />
Porém reservamos essa Paisagem para indicar os dados disponibilizados pelo projeto DIVA-GIS.</p>
<p>O projeto do sistema computacional livre para mapeamento e análise de dados geográficos, DIVA-GIS, disponibiliza no seu site dados espaciais do Mundo inteiro, que você pode usar no DIVA-GIS ou em outros programas, como QGIS.<br />
Para ter acesso a dados do Brasil, por exemplo, é simples, clique <a href="http://www.diva-gis.org/gdata">aqui</a> escolha o país, em <em>Country</em>, e o tipo de dado, em <em>Subject</em>, que pode ser do tipo limites administrativos, rodovias, altimétrico, uso da terra, densidade populacional.</p>
<p><a href="http://edermileno.ggf.br/wp-content/uploads/2012/01/divagis.png"><img class="aligncenter  wp-image-512" title="Divagis" src="http://edermileno.ggf.br/wp-content/uploads/2012/01/divagis.png" alt="" width="621" height="196" /></a><br />
Outras informações do Mundo como Clima, Ocorrência de Espécies e Imagens do Satélite LANDSAT podem ser acessados <a href="http://www.diva-gis.org/Data">aqui</a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.diva-gis.org/Data">DIVA-GIS,</a> acesso em 7 de janeiro de 2012.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2012/01/11/bases-cartograficas-disponiveis-em-diva-gis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Povos da Amazônia usam GPS e fazem Mapas</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2012/01/06/povos-da-amazonia-gps-mapas/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2012/01/06/povos-da-amazonia-gps-mapas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 19:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografias]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[GPS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=501</guid>
		<description><![CDATA[Dia desses no Seminário sobre Pesquisa em áreas protegidas na Bacia do Xingu falei que vejo como essêncial que a informação geográfica seja também construída onde ela nasce, que ela seja construída de forma colaborativa, pois só assim teremos informação em tempo real de confiança e com custos reduzidos Leia a máteria divulgada no Geoasy, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses no <a href="../2011/11/25/seminario-sobre-pesquisa-em-areas-protegidas-na-bacia-do-xingu/" rel="bookmark">Seminário sobre Pesquisa em áreas protegidas na Bacia do Xingu</a> falei que vejo como essêncial que a informação geográfica seja também construída onde ela nasce, que ela seja construída de forma colaborativa, pois só assim teremos informação <strong>em tempo real </strong>de confiança e com custos reduzidos</p>
<p>Leia a máteria divulgada no <a href="http://geoeasy.com.br/blog/?p=1780" target="_blank">Geoasy</a>, tendo como fonte <strong></strong> <a href="http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=361766">O Documento</a>.</p>
<blockquote><p><strong><span style="font-size: medium;">Brasileiro ensina povos da Amazônia a usar GPS e fazer mapas </span></strong></p>
<p>Por promover a união improvável entre o conhecimento tradicional de grupos amazônicos e as modernas técnicas de mapeamento por satélite, um antropólogo brasileiro acaba de receber um prêmio de US$ 100 mil da Fundação Ford, sediada nos EUA.</p>
<p>“Muita gente acha que a Amazônia é um caos fundiário, mas não é bem assim”, disse à Folha Alfredo Wagner Berno de Almeida, pesquisador da Ufam (Universidade Federal do Amazonas). “A verdade é que essas comunidades organizam muito bem seu território. E os mapas que ajudamos a editar expressam essa racionalidade.”<span id="more-501"></span></p>
<p>Esse é basicamente o trabalho que levou à láurea concedida a Almeida e seus colegas: editar mapas.</p>
<p>O projeto do grupo, batizado de “Nova Cartografia Social da Amazônia”, ensina indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais a empregar o GPS e técnicas modernas de georreferenciamento para produzir mapas artesanais, mas bastante precisos, de suas próprias terras.</p>
<p>Desde o lançamento, em 2005, cerca de 120 fascículos desse mapeamento já foram publicados (alguns com comunidades tradicionais de outras regiões do Brasil).</p>
<p>A intenção dos pesquisadores é entender como esses grupos usam seu espaço e organizam, em alguns casos há milênios, o uso dos preciosos recursos naturais da região.</p>
<p>Os mapas também ajudam a entender como essas identidades colidem com a urbanização e a expansão da fronteira agrícola na Amazônia, e a auxiliar as comunidades a demonstrar os direitos sobre seu território tradicional.</p>
<p>“Existe hoje uma pressão grande para a formalização do mercado de terras na Amazônia. A regularização é fundamental, mas às vezes não leva em consideração esses povos tradicionais”, diz o antropólogo, nascido em Minas Gerais e com doutorado no Museu Nacional Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
<p>Nesse trabalho, o grupo de mais de 70 pesquisadores, entre antropólogos, economistas, biólogos e agrônomos, também pode constatar como essas identidades estão se transformando.</p>
<p>Uma das situações emergentes são os índios urbanos –36 mil deles só na capital amazonense. Sintomático desse fato é que o grupo tenha ajudado na demarcação da terra indígena do município de Rio Preto da Eva (AM) –uma terra indígena urbana.</p>
<p>A equipe já era apoiada pela Fundação Ford. O prêmio desta semana integra o “Visionaries Award” (Prêmio Visionários), dado a “12 inovadores sociais cuja visão extraordinária e trabalho corajoso estão melhorando a vida de milhões de pessoas”, diz a fundação em comunicado.</p>
<p>Para Almeida, é importante reconhecer o sucesso dessas comunidades como modelos de gestão responsável dos recursos naturais.</p>
<p>Muitos céticos dizem que esse uso sustentável teria mais a ver com falta de alternativas econômicas, e que essas pessoas não hesitariam em deixar seu modo de vida ancestral se tivessem acesso a hospitais, educação e lazer urbanos. Ele discorda.</p>
<p>“Percebemos que muitas dessas pessoas preferem uma vida com menos conforto material mas com uma rede de proteção social forte, e com autonomia sobre suas vidas, em vez de simplesmente decidirem virar assalariados.”</p></blockquote>
<p>Acesso em 6 de janeiro de 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2012/01/06/povos-da-amazonia-gps-mapas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Seminário sobre Pesquisa em áreas protegidas na Bacia do Xingu</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2011/11/25/seminario-sobre-pesquisa-em-areas-protegidas-na-bacia-do-xingu/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2011/11/25/seminario-sobre-pesquisa-em-areas-protegidas-na-bacia-do-xingu/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 23:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Informes]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Terra do Meio]]></category>
		<category><![CDATA[UC]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=492</guid>
		<description><![CDATA[Entre os dias 29 e 30 de novembro, a Universidade Federal do Pará em parceria com o Instituto Socioambiental, o Fundo de Defesa Ambiental (EDF) e a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) promove em Altamira (PA) um encontro entre pesquisadores com participação de líderes comunitários, representantes de governo e de organizações da sociedade civil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 29 e 30 de novembro, a Universidade Federal do Pará em  parceria com o Instituto Socioambiental, o Fundo de Defesa Ambiental  (EDF) e a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) promove em  Altamira (PA) um encontro entre pesquisadores com participação de  líderes comunitários, representantes de governo e de organizações da  sociedade civil  para discutir estratégias de sustentabilidade para  áreas protegidas da Bacia do Xingu.</p>
<p>PROGRAMAÇÃO</p>
<p><span id="more-492"></span>Dia 29</p>
<p>8h – 8h30: Abertura &#8211; Rainério Meireles (coordenador do campus da UFPA  de Altamira); Steve Schwartzman (Fundo de Defesa Ambiental/EDF)</p>
<p>8h30 – 11h: Painel “A pesquisa e estratégias de sustentabilidade nas  áreas protegidas: povos indígenas, populações tradicionais e florestas” &#8211;  Eduardo Viveiros de Castro (Museu Nacional/UFRJ); Mauro W. B. Almeida  (Unicamp); Hermes Medeiros da Fonseca (UFPA/Altamira); Jansen Zuanon  (Inpa – a confirmar); Michael Heckenberger (Universidade da Flórida);  Steve Schwartzman (Fundo de Defesa Ambiental/EDF). Mediadora: Ana Paula  Souza (FVPP).</p>
<p>11h – 12h: Debate</p>
<p>12h – 14h: Almoço</p>
<p>14h – 15h45: Painel “Enciclopédia Biodiversidade da Floresta –  Experiência de Resex do Acre” &#8211; Mauro W. B. Almeida (Unicamp); Augusto  Postigo (Unicamp); Roberto Sanches Rezende (Unicamp). Mediador: André  Villas-Bôas (ISA).</p>
<p>15h45 – 16h: Intervalo</p>
<p>16h – 16h45: Painel “Os povos tradicionais e a pesquisa no Xingu” &#8211;  Barbara Zimermann (ICFC); Thiago Kayapó (AFP); Ireô Kayapó (AFP); Flávio  Barros (UFPA – a confirmar); Herculano Costa e Silva (Resex do Rio  Xingu). Mediador: Adriano Jerozolimski (AFP).</p>
<p>16h45 – 17h15: Debate</p>
<p>17h15 – 18h30: Painel “Educação e saúde para índios e extrativistas do  Xingu” &#8211; Douglas Rodrigues (Unifesp); Raquel Lopes (UFPA – a confirmar);  Maria Cristina Troncarelli; Herculano Porto de Oliveira (Resex do  Riozinho do Anfrísio); Liderança da Terra Indígena Trincheira-Bacajá.  Mediadora: Antônia Martins (Movimento de Mulheres).</p>
<p>18h30 – 19h: Debate</p>
<p>19h: Lançamento do livro Povos Indígenas do Brasil, do ISA.</p>
<p>Dia 30</p>
<p>8h – 9h30: Painel “Produção, comércio e certificação nas áreas  protegidas do Xingu” &#8211; Fabio Ribeiro (Funai/Altamira); Ricardo Scoles  (Ufopa/Santarém); Jeferson Straatmann (USP); Marcelo Salazar (ISA);  Helga Yamaki (Imaflora). Mediador: José Antônio Herrera (UFPA).</p>
<p>9h30 – 10h: Debate</p>
<p>10h – 10h15: Intervalo</p>
<p>10h15 – 11h45: Painel “O tempo da pesquisa e o tempo dos conflitos” &#8211;  Felício Pontes (MPF/Belém – a confirmar); Mauricio Torres (USP); Juan  Doblas (ISA); Raimundo Belmiro dos Santos (Resex do Riozinho do  Anfrísio); Pesquisador Imazon. Mediadora: Natália Guerreiro (USP).</p>
<p>11h45 – 12h15: Debate</p>
<p>12h15 – 14h: Almoço</p>
<p>14h – 15h15: Painel “Biodiversidade e Pesquisa no Xingu” &#8211; Janice Muriel  (UFPA); Luiz Coutro (WWF); Danilo Correa (ICMBio); Jansen Zuanon (Inpa –  a confirmar). Mediador: Hermes Medeiros da Fonseca (UFPA/CNX).</p>
<p>15h15 – 15h45: Debate</p>
<p>15h45 – 16h: Intervalo</p>
<p>16h – 17h: Painel “Banco de dados de documentos da região da Terra do Meio” &#8211; Maria Luiza Gutierrez de Camargo.</p>
<p>17h – 19h: Painel “Diálogo sobre a organização da Pesquisa na Bacia do  Xingu” &#8211; Steve Schwartzman (Fundo de Defesa Ambiental/EDF); Maurício  Torres (USP); Jansen Zuanon (Inpa – a confirmar); Mauro W. B. Almeida  (Unicamp); Eder Mileno de Paula (UFPA/CNX); Eduardo Viveiros de Castro  (Museu Nacional/UFRJ); André Villas-Bôas (ISA).</p>
<p>Fonte: I<a href="http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3463" target="_blank">nstituto Sócio Ambiental</a>, acesso em 25 de novembro de 2011.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2011/11/25/seminario-sobre-pesquisa-em-areas-protegidas-na-bacia-do-xingu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Realidade e Projeções para o Futuro da Amazônia</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2011/08/10/realidade-e-projecoes-para-o-futuro-da-amazonia/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2011/08/10/realidade-e-projecoes-para-o-futuro-da-amazonia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 13:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=488</guid>
		<description><![CDATA[Geoprocessamento permite conhecer melhor a realidade amazônica e fazer projeções para o futuro da região Fundamental na atuação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o geoprocessamento tem contribuído para que se conheça de perto a realidade amazônica no que tange a dinâmica do desmatamento e degradação florestal e para projetar cenários futuros,  apoiando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Geoprocessamento permite conhecer melhor a realidade amazônica e fazer projeções para o futuro da região</h2>
<p><img class="alignleft" title="Geógrafa, coordenadora do Geoprocessamento do IPAM" src="http://www.ipam.org.br/image.php/galerias/329c660f3f00333fbd049769b4b60d7ed4ff05a8.jpg*180*240*I" alt="" width="151" height="201" />Fundamental na atuação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia  (IPAM), o geoprocessamento tem contribuído para que se conheça de perto  a realidade amazônica no que tange a dinâmica do desmatamento e  degradação florestal e para projetar cenários futuros,  apoiando o  debate e a construção de políticas públicas voltadas para a promoção do  desenvolvimento sustentável e redução de emissões por desmatamento e  degradação na região. Nesta entrevista, a coordenadora de  Geoprocessamento do IPAM, a <strong>geógrafa</strong> Ane Alencar, explica como esta área  tem se desenvolvido no Instituto e apresenta alguns dos resultados que  tem subsidiado o desenvolvimento de políticas de conservação e  desenvolvimento na Amazônia.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – No que consiste o trabalho de geoprocessamento no IPAM?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> O núcleo de geoprocessamento do IPAM  usa e desenvolve ferramentas de sensoriamento remoto e sistema de  informações geográficas (SIG) para avaliar os principais impactos  decorrentes das mudanças climáticas e de uso da terra na Amazônia. As  ferramentas de sensoriamento remoto são utilizadas pelo Instituto no  processamento digital de imagens de satélite para o mapeamento do  desmatamento e degradação florestal, além de apontar o impacto de  fenômenos climáticos, por exemplo, secas severas, na dinâmica do carbono  regional. Já o SIG é utilizado para organizar o banco de dados  espaciais do Instituto e apoiar as pesquisas de modelagem relacionadas à  previsão de cenários futuros de desmatamento e degradação florestal  decorrentes de políticas de desenvolvimento, como por exemplo o PAC, e  do aquecimento global. As análises e mapas desenvolvidos por este núcleo  têm sido utilizados ao longo dos mais de quinze anos do IPAM para  subsidiar o debate relacionado as políticas públicas de conservação e de  desenvolvimento regional, e mais recentemente, políticas relacionadas a  promoção do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e  Degradação florestal (REDD). Além disso, o núcleo de geoprocessamento  tem apoiado as iniciativas de capacitação e empoderamento dos atores  amazônicos do IPAM fornecendo mapas e análises que são utilizados em  reuniões, seminários e publicações técnicas do Instituto.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Como o setor de geoprocessamento atua na estrutura do Instituto?<span id="more-488"></span></strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> O geoprocessamento é um setor  transversal no IPAM. Durante vários anos, foi centralizado na sede do  IPAM em Belém. No entanto, às vezes não conseguíamos suprir demandas dos  projetos mais localizados, como por exemplo, mapas para reuniões ou  para apoio à mobilização e à capacitação. Com isso, os  escritórios  regionais começaram a contratar pessoas para suprir estas demandas  locais. Hoje, funcionamos com quatro núcleos: Brasília, que concentra o  núcleo de pesquisa em modelagem espacial de uso da terra e degradação  florestal do instituto e atende aos projetos de escala nacional,  internacional e aqueles desenvolvidos no Mato Grosso; Belém, que atende  aos trabalhos de mapeamento participativo e manejo florestal comunitário  desenvolvidos nas regiões da BR-163 e Transamazônica; Santarém, que  apoia os projetos de regularização ambiental de assentamentos  desenvolvidos na várzea e terra firme da região do Baixo Amazonas e;  Acre, que apoia as atividades e projetos relacionados aos impactos da  expansão e melhoria da rede de estradas no desenvolvimento da região da  fronteira trinacional MAP, que inclui os estados do Acre (Brasil), Madre  de Deus (Peru) e Pando (Bolívia).</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Como são usadas as ferramentas de geoprocessamento nas pesquisas do IPAM?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> Estas ferramentas são utilizadas e  desenvolvidas para facilitar a análise remota das principais dinâmicas  de uso da terra na Amazônia, apontar as áreas que tem sofrido maior  pressão pelo desmatamento e degradação, identificar os potenciais  impactos econômicos e ecológicos das políticas públicas de  desenvolvimento e conservação na região, e projetar tendências de  mudanças na cobertura vegetal decorrentes de processos antrópicos de uso  da terra e fenômenos climáticos. O Programa Cenários para a Amazônia,  por exemplo, vem utilizando as ferramentas de geoprocessamento que  incluem o sensoriamento remoto e o SIG, para apoiar o desenvolvimento de  modelos que indicam o impacto futuro das mudanças climáticas, obras de  infraestrutura, unidades de conservação na manutenção das florestas da  região.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Como são desenvolvidos os  modelos de cenários?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> De uma forma simplificada, analisamos a  dinâmica do desmatamento passado para estimar a perda de floresta no  futuro. Assim, por exemplo, podemos utilizar uma sequência de mapas de  desmatamento de uma região onde uma estrada foi aberta há dez anos,  calcular a taxa de desmatamento desta estrada ao longo destes anos, e  utilizar esta taxa para calcular o possível desmatamento de uma outra  estrada que esta sendo aberta agora. Outros fatores podem ser  adicionados ao modelo tanto para limitar o uso da taxa no tempo como  para apontar as áreas mais aptas a serem desmatadas. Estas variáveis  incluem o tipo de solo, proximidade de infraestrutura de escoamento e  produção, presença de centros urbanos, etc. Todas as variáveis entram em  uma equação que gera parâmetros que permitem estimar o desmatamento  futuro em regiões semelhantes.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Poderia dar um exemplo concreto?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> A modelagem de risco de incêndios  florestais, que desenvolvemos há vários anos, é um bom exemplo da  aplicação do geoprocessamento nas pesquisas desenvolvida pelo IPAM.  Neste caso específico, nós desenvolvemos um método para mapear a  degradação florestal causada pelos incêndios florestais, resultando em  mapas anuais de área florestal queimada para os principais tipos de  floresta da Amazônia (densa, aberta e de transição). A partir deste   mapeamento anual, nós pudemos entender as principais mudanças no regime  do fogo, como frequência e intervalo, e relacionar as mesmas com as  mudanças no clima regional e com a dinâmica de fragmentação florestal.  Estas relações foram então utilizadas para prever o risco de incêndios  em cenários de precipitação média, precipitação extrema ou seca extrema.</p>
<p><strong>Clima e Floresta – Como o geoprocessamento tem colaborado com as pesquisas relacionadas às mudanças climáticas e REDD?</strong></p>
<p><strong>Ane Alencar –</strong> Além do próprio desenvolvimento do modelo de previsão do desmatamento estimando a emissão de CO<sub>2</sub> devido a mudanças de uso da terra (o primeiro D do REDD), e do  desenvolvimento do modelo de risco de incêndios que estima a emissão de  CO<sub>2</sub> decorrente da degradação florestal por fogo (segundo D do  REDD). Um outro exemplo, é o sistema de monitoramento de carbono  aplicado nas propriedades do Cadastro Socioambiental do Xingu, realizado  em parceria com a Aliança da Terra. A partir de mapas de densidade de  carbono, uso da terra, potencialidade de regeneração, degradação  florestal e custo de oportunidade (medida econômica que calcula o quanto  um hectare de floresta vale para uma determinada atividade), podemos  valorar o potencial de emissões e de redução de emissões de uma  propriedade, o que pode apoiar e estimular os produtores a acessarem o  mercado de carbono. Esse mesmo princípio foi usado para as projeções de  distribuição de benefícios dos possíveis créditos gerados pelo REDD  feitas para o livro <em>REDD no Brasil: um enfoque amazônico</em>, no  qual o IPAM calculou, a partir das taxas de desmatamento por estado e  por setor, a porção da redução de emissões para cada estado, dentro de  uma política nacional de REDD.</p>
<p>Fonte:<a href="http://www.ipam.org.br/revista/Ane-Alencar-Geoprocessamento-permite-conectar-dados-e-fazer-projecoes-para-Amazonia/311"> Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia &#8211; IPAM</a>, acesso em 10 de agosto de 2011.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2011/08/10/realidade-e-projecoes-para-o-futuro-da-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Copa do Mundo e Olimpíada: benefício para poucos</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2011/08/04/copa-do-mundo-e-olimpiada-beneficio-para-poucos-2/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2011/08/04/copa-do-mundo-e-olimpiada-beneficio-para-poucos-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 14:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografias]]></category>
		<category><![CDATA[Geógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=484</guid>
		<description><![CDATA[A transformação do esporte em negócio e a lista de exigências feitas pelas federações internacionais para os países-sede de uma Copa do Mundo ou Olimpíada têm gerado lucros exorbitantes, mas somente para a Fifa, o COI e seus patrocinadores. Para as nações, quase nada sobra. É o que afirma o geógrafo Christopher Gaffney, texano radicado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="Geógrafo Christopher Gaffney" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/07/a2-300x211.jpg" alt="" width="240" height="169" />A transformação do esporte em negócio e a lista de exigências feitas  pelas federações internacionais para os países-sede de uma Copa do Mundo  ou Olimpíada têm gerado lucros exorbitantes, mas somente para a Fifa, o  COI e seus patrocinadores. Para as nações, quase nada sobra. É o que  afirma o geógrafo Christopher Gaffney, texano radicado no Rio de Janeiro  e professor visitante da pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da  Universidade Federal Fluminense.</p>
<p>Leia na integra a entrevista em <a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/beneficio-para-poucos" target="_blank">Carta Capital.</a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cartacapital.com.br" target="_blank">Carta Capital</a>, acesso em 4 de agosto de 2011.<a href="http://www.cartacapital.com.br" target="_blank"><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2011/08/04/copa-do-mundo-e-olimpiada-beneficio-para-poucos-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>José Manuel Mateo Rodriguez, em Entrevista</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2011/08/01/jose-manuel-mateo-rodriguez-em-entrevista/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2011/08/01/jose-manuel-mateo-rodriguez-em-entrevista/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 17:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografias]]></category>
		<category><![CDATA[Geógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=475</guid>
		<description><![CDATA[José Manuel Mateo Rodriguez, presidente da Sociedade Cubana de Geografia, em entrevista ao O Diário.com,  afirma que cidades médias precisam criar mecanismos para impor limites populacionais para não se tornar uma grande metrópole com um custo social enorme. Leia a entrevista: O Diário &#8211; Qual o caminho que cidades médias, como Maringá, devem seguir para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Manuel Mateo   Rodriguez, presidente da Sociedade Cubana de Geografia, em  entrevista ao <a title="O Diário.com" href="http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/456217/" target="_blank">O Diário.com</a>,   afirma que cidades  médias precisam criar  mecanismos para impor   limites  populacionais para não se tornar uma grande metrópole com um   custo  social enorme.</p>
<p><img class="alignright" title="Professor Mateo" src="http://src.odiario.com/Imagem/2011/07/30/g_152324121.jpg" alt="Geógrafo" width="208" height="175" />Leia a entrevista:</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Qual o caminho que cidades médias, como <a title="Site da Prefeitura" href="www.maringa.pr.gov.br" target="_blank">Maringá</a>, devem seguir  para conciliar o desenvolvimento com a qualidade de vida?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Defendo  que as  cidades médias, como  Maringá, não cresçam demais, mas  continuem a ser  polos de atração para   outras cidades. Não pode  crescer demais, mas  precisa buscar mecanismos  para ter uma  interconectividade maior com as  cidades vizinhas da região.  Não só do  ponto de vista econômico e  tecnológico, mas cultural e de  serviços.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Como impedir um crescimento acima do ideal? O senhor defende que o governo imponha algum limite?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Pode  ser. É uma  questão de governabilidade. O governo pode impor  limites,  mas é melhor  investir em medidas sociais que estimulem o  crescimento  das outras  cidades. E o mais importante, nessa relação entre  as  diferentes cidades  de uma região, é que nem todos os atrativos  fiquem  na cidade polo.   Avalio ser importante que os moradores de   Maringá  entendam que não é  bom se tornar uma grande metrópole. É   interessante  ter um limite, um  patamar.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Qual seria o limite de crescimento para uma cidade?<img title="Mais..." src="../wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><span id="more-475"></span></p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Entendo  que as  grandes cidades, com mais de 5 milhões de habitantes, não   conseguem ser  sustentáveis, pois demandam muita energia, policiamento,   atendimento  de Saúde, entre outros, que expõem a população a riscos e   perigos. Em  cidades muito grandes, existe muita vulnerabilidade, o que   provoca um  custo social enorme. Entendo que em cidades com no máximo   dois milhões  de habitantes ainda é possível, mais ou menos, pensar em    sustentabilidade. A partir disso, a grande estrutura urbana vai se    consistir em um problema social.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Qual é a tendência atual no Brasil. As grandes metrópoles vão crescer mais ou vai haver uma busca maior por cidades médias?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Ocorre  um fenômeno  interessante na América Latina e no Brasil. As  pessoas  deixam as  grandes cidades e existe uma  tendência de formação de  um  tecido  (conjunto) de cidades médias e pequenas, que garantem muitos   dos  serviços oferecidos nas metrópoles. Isso se deve em parte à    informática, que proporcionou um novo meio de se relacionar. Hoje, não    precisamos mais estar no local para trabalhar e para manter  comunicação.   Isso leva a uma situação cada vez mais interessante que  proporciona  uma  importância maior para as cidades médias, onde é  possível ficar  ligado  no mundo, mas com mais conforto, com menos  poluição, com um   relacionamento maior com as pesosas e com a  comunidade e com mais   possibilidade de relação com todo o entorno.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Como  as cidades médias podem crescer de  forma sustentável, evitando   problemas como o da água e da preservação  dos fundos de vale?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>A  cidade é uma  estrutura física que se impõe a uma estrutura natural. O   resultado da  contradição é que se a estrutura que se impõe não tem  nada a  ver com a  estrutura natural, começa o problema.  Os governos   normalmente não  acreditam e colocam ruas, avenidas e prédios em   contradição. Tem que  haver planejamento e organização. Não só   arquitetônico, urbanista, mas  um planejamento ambiental e geográfico.   Sabemos que cidades como  Maringá, Londrina e Cascavel nasceram   planejadas, mas depois de um  determinado patamar, começou a bagunça e   quebrou-se a conciliação com a  estrutura natural,  criando o conflito.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Quais os principais problemas das cidades atualmente e a quem cabe resolver essas questões?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>É  a prefeitura que  tem de lidar com todos os problemas, desde a   estética, preocupando-se  em  manter um visual bonito, como na questão  do  planejamento, da  estrutura, da água, do lixo, do  verde,  da  cultura.  São problemas da  prefeitura e da sociedade também, pois  o   governo pode  colocar algumas  normativas, mas as pessoas podem agir  contrariamente e  vai surgir o  conflito. Tem que  haver uma consciência  coletiva sobre o  problema da  cidade.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Em relação ao lixo, por exemplo, em que a separação dos recicláveis é extremamente necessária. Como trabalhar a questão?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Conheço  o exemplo da  Alemanha, que tem uma coleta seletiva fabulosa e  uma  cultura de  obrigação. Aqui no Brasil o lixo é jogado na calçada, a  céu  aberto, e  fica exposto. Na Alemanha, o lixo está em grades com   cadeados e cada  prédio, cada moradia é responsável por tirar o lixo no   horário certo e  entregar. E se não separa, paga multa. É uma questão  de  cultura.  Acredito que o lixo tem que ser separado e que vire lucro  para  os  catadores, para que eles se tornem donos de cooperativas e  possam  viver  melhor.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>A saída é aplicar multas para conscientizar?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Ideal  seria que as  pessoas tivessem consciência e que não fosse sob   pressão. Mas tem que  ter autoridade, porque se não coloca pressão,  muita  gente não faz. Na  Alemanha que é um país culto tem que ter  autoridade. É  preciso misturar  os dois caminhos, da pressão e da  consciência, para  resolver o  problema.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Em relação a Cuba, quais as mudanças na área econômica que ocorrem no país?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Cuba  sempre agiu como  uma fortaleza sitiada, fechada. Agora tenta se  abrir  para o mundo para  melhorar a qualidade de vida da população.  É um   processo que começou  nos anos noventa, quando mais de 70% do gado   morreu por falta de  alimento e a produção de cana-de-açúcar baixou 90%.   Era o segundo maior  produtor de açúcar do mundo e agora importa o   produto. O país precisou  então se adequar, pois a maioria da economia   agia como empresas  estatais não eficientes e  começou a haver um   processo de corrupção.  Agora, aprovou-se o alinhamento da política   econômica.  O estado vai  continuar a ser socialista, ou seja, o   fundamental vai ser a  propriedade estatal e as empresas do governo vão   precisar ter um nível  de eficiência, com metas a cumprir. Ao mesmo   tempo, vai se permitir a  abertura de pequenos negócios, como pousadas,   empresas de taxi,  restaurantes, que vão poder crescer até um limite,   para que não ocorra  uma concentração da propriedade privada e não vire   capitalismo. Podemos  falar nisto como o  socialismo do século XXI.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>O senhor acredita que Cuba possa se tornar uma economia capitalista?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Não.  Um dia pode  virar, mas acho que,  na realidade, vamos ter uma  matriz  socialista com  alguns elementos de propriedade individual. Se  virar  capitalista, nós  perderemos muita coisa. Perderíamos a  independência, a  liberdade e a  dignidade. Seríamos uma colônia de Miami  com uma  bandeira americana  hasteada, pior que Porto Rico. Na minha  opinião,  Cuba precisa ter uma  readequação econômica, que é o que esta  sendo  feito. Temos orgulho da  luta de 53 anos. Não temos um socialismo   russo, mas um socialismo  aberto, com gays, com lésbicas, com   simpatizantes. É o socialismo  latino-americano.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>O que o senhor pensa sobre o presidente da Venezuela Hugo Chavez?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Eu  gosto do Hugo  Chavez. A Venezuela não é uma ditadura. É uma grande   bagunça. Na minha  percepção, eu avalio que o presidente Chavez faz um   trabalho  extraordinário para organizar o país, que é muito complicado.   Há muito  boato e muita reclamação, mas a Venezuela não é uma ditadura.</p>
<p>Fonte: <a title="O Diário.com" href="http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/456217/" target="_blank">O Diário.com</a>, acesso em 1 de agosto de 2011.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2011/08/01/jose-manuel-mateo-rodriguez-em-entrevista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jornal da Geografia de Altamira</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2011/02/28/jornal-da-geografia/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2011/02/28/jornal-da-geografia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 17:49:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografias]]></category>
		<category><![CDATA[Geógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Informes]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Tranzamazônica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=470</guid>
		<description><![CDATA[O JORGE é um boletim de geografia editorado pelo Prof. Me. Luiz Fernando Roscoche, com contribuições, principalmente, dos professores e alunos da Faculdade de Geografia do Campus Universitário de Altamira da Universidade Federal do Pará – UFPA. Constitui-se um projeto de extensão coordenado pelo Prof. Luiz que tem como objetivo principal a divulgação do conhecimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- p { margin-bottom: 0.21cm; } --><img class="aligncenter" title="JORGE" src="http://3.bp.blogspot.com/-VtA7cuJYlx8/TWP9PqLPf6I/AAAAAAAAADc/1DsTptN6Z44/s760/LOGO%2BJORNAL%2BFINAL.jpg" alt="" width="480" height="156" /></p>
<p>O JORGE é um boletim de geografia editorado pelo Prof. Me. Luiz Fernando Roscoche, com contribuições, principalmente, dos professores e alunos da Faculdade de Geografia do Campus Universitário de Altamira da Universidade Federal do Pará – UFPA. Constitui-se um projeto de extensão coordenado pelo Prof. Luiz que tem como objetivo principal a divulgação do conhecimento geográfico na e da região da Transamazônica e Xingu.</p>
<p>Depois da 3ª edição, surge a versão online do JORGE. E algumas de suas matérias vou &#8220;repostar&#8221; aqui no Geógrafo e o Mundo, porém não deixe de ler a edição completa no site <a title="Jorge website" href="http://www.jorgedealtamira.blogspot.com" target="_blank">www.jorgedealtamira.blogspot.com</a> .</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2011/02/28/jornal-da-geografia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SPRING agora é CÓDIGO LIVRE</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2011/01/20/spring-agora-e-codigo-livre/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2011/01/20/spring-agora-e-codigo-livre/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 14:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informes]]></category>
		<category><![CDATA[SIG]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[SPRING]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=463</guid>
		<description><![CDATA[Nas minhas aulas sobre Geoprocessamento sempre comentava que o SPRING apesar de ser gratuito, não era um software Livre. Bom&#8230; as coisas mudam, agora o SPRING é Código Livre. Parabéns pela iniciativa INPE. Leia a notícia vinculada no site da Comunidade Virtual do SPRING, acesso 20 de janeiro de 2011. Spring Código Livre &#8211; Já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="SPRING" src="http://www.dpi.inpe.br/spring/img/spring_logo1.gif" alt="" width="77" height="73" />Nas minhas aulas sobre Geoprocessamento sempre comentava que o <a title="Spring?" href="http://edermileno.ggf.br/2008/10/03/spring-software-de-processamento-de-informacoes-geograficas/" target="_blank">SPRING</a> apesar de ser gratuito, não era um software Livre. Bom&#8230; as coisas mudam, agora o <a title="Spring?" href="../2008/10/03/spring-software-de-processamento-de-informacoes-geograficas/" target="_blank">SPRING</a> é Código Livre. Parabéns pela iniciativa INPE.</p>
<p>Leia a notícia vinculada no site da Comunidade Virtual do <a title="Spring?" href="../2008/10/03/spring-software-de-processamento-de-informacoes-geograficas/" target="_blank">SPRING</a>, acesso 20 de janeiro de 2011.</p>
<blockquote><p><strong>Spring Código Livre &#8211; Já está disponível! </strong></p>
<p>Já está disponível para download o código fonte do SPRING.</p>
<p>Para distribuir o código fonte, foi criado um website que tem o  objetivo de apresentar as características de arquitetura  global, as  definições da estrutura de diretório, as necessidades e os   procedimentos indispensáveis para a montagem do ambiente de   desenvolvimento, a compilação do conjunto de aplicativos SPRING.</p>
<p>Além disso, demonstra a documentação básica de algumas  classes e  variáveis junto com um exemplo de funcionalidade no qual se  utilizará  de algumas dessas classes e variáveis apresentadas.</p>
<p>A licença utilizada para distribuição é a  GNU General Public License.</p>
<p>Cadastre-se já: <a href="http://www.spring-gis.org/" target="_blank">http://www.spring-gis.org/</a> .</p></blockquote>
<p>Aproveite e faça o download da<a href="http://www.comunidadespring.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=88&amp;Itemid=42"> Versão Oficial SPRING 5.1.7 </a>que já está disponível.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2011/01/20/spring-agora-e-codigo-livre/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Projeto PRODES &#8211; Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2011/01/12/projeto-prodes/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2011/01/12/projeto-prodes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 21:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sensoriamento Remoto]]></category>
		<category><![CDATA[SIG]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[CBERS]]></category>
		<category><![CDATA[DETER]]></category>
		<category><![CDATA[gvSIG]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[PRODES]]></category>
		<category><![CDATA[QGIS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=458</guid>
		<description><![CDATA[Desde 1988, o INPE vem produzindo as Taxas Anuais do desflorestamento da Amazônia Legal. A partir do ano de 2002, estas estimativas estão sendo produzidas por classificação digital de imagens seguindo a Metodologia PRODES. A principal vantagem deste procedimento está na precisão do geo-referenciamento dos polígonos de desflorestamento, de forma a produzir um banco de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="PRODES" src="http://www.dpi.inpe.br/prodesdigital/images/banner.jpg" alt="" width="445" height="56" /></p>
<p>Desde 1988, o INPE vem produzindo as <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/prodes_1988_2010.htm" target="_blank">Taxas Anuais</a> do desflorestamento da Amazônia Legal. A partir do  ano de 2002, estas estimativas estão sendo produzidas por classificação  digital de imagens seguindo a <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/metodologia.pdf" target="_blank">Metodologia PRODES</a>.   A principal vantagem  deste procedimento está na precisão do geo-referenciamento dos  polígonos de desflorestamento, de forma a produzir um banco de dados  geográfico multitemporal.<br />
A partir dos  incrementos de desflorestamento identificados em cada  imagem, as taxas anualizadas são estimadas para a data de 1/agosto do  ano de referência.</p>
<p>Obtenha os dados tabulares  mais   recentes publicados pelo INPE <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/index.html" target="_blank">aqui</a>. Além dos dados tabulares, também estão  disponíveis os resultados do PRODES digital na forma de vetores (shapefile) e imagens de satélite utilizadas. Acesse o <a href="http://www.obt.inpe.br/prodesdigital/cadastro.php" target="_blank">banco de dados PRODES</a>, e faça consultas por cenas individuais, mosaicos estaduais, desmatamentos nos municípios e desmatamento em unidades de conservação.</p>
<p>Utilize o <a href="http://edermileno.ggf.br/2010/12/21/quantum-gis-qgis/" target="_self">QGIS</a> ou <a href="http://edermileno.ggf.br/2008/03/06/o-que-e-gvsig/" target="_self">gvSIG</a> para visualizar, manipular e analisar os dados geográficos do PRODES.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/index.html" target="_self">INPE</a>, acesso em 12 de janeiro de 2011.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2011/01/12/projeto-prodes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quantum GIS &#8211; QGIS</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2010/12/21/quantum-gis-qgis/</link>
		<comments>http://edermileno.ggf.br/2010/12/21/quantum-gis-qgis/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 17:13:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sensoriamento Remoto]]></category>
		<category><![CDATA[SIG]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[QGIS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://edermileno.ggf.br/?p=449</guid>
		<description><![CDATA[O Quantum GIS &#8211; QGIS constitui-se um Sistema de Informação Geográfica &#8211; SIG licenciado pela GNU Public License, com versões para Linux, Mac OSX e Windows. Faça o download do programa e do manual em Português  no blog da Comunidade Quantum GIS Brasil, e também  aprenda algumas funcionalidades nos blogs Geoprocessamento para Linux e OrdValRec [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Quantum GIS &#8211; QGIS constitui-se um Sistema de Informação Geográfica &#8211; SIG licenciado pela GNU Public License, com versões para Linux, Mac OSX e Windows.</p>
<p>Faça o download do programa e do manual em Português  no blog da <a title="Download do QGIS" href="http://qgisbrasil.wordpress.com/baixar/" target="_blank">Comunidade Quantum GIS Brasil</a>, e também  aprenda algumas funcionalidades nos blogs <a href="http://geoparalinux.wordpress.com/category/qgis/" target="_blank">Geoprocessamento para Linux</a> e <a href="http://www.sigaberto.org/geologia/">OrdValRec Geológicos.</a><a href="http://edermileno.ggf.br/wp-content/uploads/2010/12/Captura_de_tela.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-450" title="qgis" src="http://edermileno.ggf.br/wp-content/uploads/2010/12/Captura_de_tela.png" alt="" width="431" height="338" /></a><a href="http://www.sigaberto.org/geologia/"></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://edermileno.ggf.br/2010/12/21/quantum-gis-qgis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

