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	<title>Geógrafo e o Mundo &#187; Meio Ambiente</title>
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	<description>“A Geografia não é física nem humana. A Geografia é das humanidades”. Milton Santos</description>
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		<title>Povos da Amazônia usam GPS e fazem Mapas</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 19:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografias]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia desses no Seminário sobre Pesquisa em áreas protegidas na Bacia do Xingu falei que vejo como essêncial que a informação geográfica seja também construída onde ela nasce, que ela seja construída de forma colaborativa, pois só assim teremos informação em tempo real de confiança e com custos reduzidos Leia a máteria divulgada no Geoasy, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses no <a href="../2011/11/25/seminario-sobre-pesquisa-em-areas-protegidas-na-bacia-do-xingu/" rel="bookmark">Seminário sobre Pesquisa em áreas protegidas na Bacia do Xingu</a> falei que vejo como essêncial que a informação geográfica seja também construída onde ela nasce, que ela seja construída de forma colaborativa, pois só assim teremos informação <strong>em tempo real </strong>de confiança e com custos reduzidos</p>
<p>Leia a máteria divulgada no <a href="http://geoeasy.com.br/blog/?p=1780" target="_blank">Geoasy</a>, tendo como fonte <strong></strong> <a href="http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=361766">O Documento</a>.</p>
<blockquote><p><strong><span style="font-size: medium;">Brasileiro ensina povos da Amazônia a usar GPS e fazer mapas </span></strong></p>
<p>Por promover a união improvável entre o conhecimento tradicional de grupos amazônicos e as modernas técnicas de mapeamento por satélite, um antropólogo brasileiro acaba de receber um prêmio de US$ 100 mil da Fundação Ford, sediada nos EUA.</p>
<p>“Muita gente acha que a Amazônia é um caos fundiário, mas não é bem assim”, disse à Folha Alfredo Wagner Berno de Almeida, pesquisador da Ufam (Universidade Federal do Amazonas). “A verdade é que essas comunidades organizam muito bem seu território. E os mapas que ajudamos a editar expressam essa racionalidade.”<span id="more-501"></span></p>
<p>Esse é basicamente o trabalho que levou à láurea concedida a Almeida e seus colegas: editar mapas.</p>
<p>O projeto do grupo, batizado de “Nova Cartografia Social da Amazônia”, ensina indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais a empregar o GPS e técnicas modernas de georreferenciamento para produzir mapas artesanais, mas bastante precisos, de suas próprias terras.</p>
<p>Desde o lançamento, em 2005, cerca de 120 fascículos desse mapeamento já foram publicados (alguns com comunidades tradicionais de outras regiões do Brasil).</p>
<p>A intenção dos pesquisadores é entender como esses grupos usam seu espaço e organizam, em alguns casos há milênios, o uso dos preciosos recursos naturais da região.</p>
<p>Os mapas também ajudam a entender como essas identidades colidem com a urbanização e a expansão da fronteira agrícola na Amazônia, e a auxiliar as comunidades a demonstrar os direitos sobre seu território tradicional.</p>
<p>“Existe hoje uma pressão grande para a formalização do mercado de terras na Amazônia. A regularização é fundamental, mas às vezes não leva em consideração esses povos tradicionais”, diz o antropólogo, nascido em Minas Gerais e com doutorado no Museu Nacional Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
<p>Nesse trabalho, o grupo de mais de 70 pesquisadores, entre antropólogos, economistas, biólogos e agrônomos, também pode constatar como essas identidades estão se transformando.</p>
<p>Uma das situações emergentes são os índios urbanos –36 mil deles só na capital amazonense. Sintomático desse fato é que o grupo tenha ajudado na demarcação da terra indígena do município de Rio Preto da Eva (AM) –uma terra indígena urbana.</p>
<p>A equipe já era apoiada pela Fundação Ford. O prêmio desta semana integra o “Visionaries Award” (Prêmio Visionários), dado a “12 inovadores sociais cuja visão extraordinária e trabalho corajoso estão melhorando a vida de milhões de pessoas”, diz a fundação em comunicado.</p>
<p>Para Almeida, é importante reconhecer o sucesso dessas comunidades como modelos de gestão responsável dos recursos naturais.</p>
<p>Muitos céticos dizem que esse uso sustentável teria mais a ver com falta de alternativas econômicas, e que essas pessoas não hesitariam em deixar seu modo de vida ancestral se tivessem acesso a hospitais, educação e lazer urbanos. Ele discorda.</p>
<p>“Percebemos que muitas dessas pessoas preferem uma vida com menos conforto material mas com uma rede de proteção social forte, e com autonomia sobre suas vidas, em vez de simplesmente decidirem virar assalariados.”</p></blockquote>
<p>Acesso em 6 de janeiro de 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Seminário sobre Pesquisa em áreas protegidas na Bacia do Xingu</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 23:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Informes]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Terra do Meio]]></category>
		<category><![CDATA[UC]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre os dias 29 e 30 de novembro, a Universidade Federal do Pará em parceria com o Instituto Socioambiental, o Fundo de Defesa Ambiental (EDF) e a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) promove em Altamira (PA) um encontro entre pesquisadores com participação de líderes comunitários, representantes de governo e de organizações da sociedade civil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 29 e 30 de novembro, a Universidade Federal do Pará em  parceria com o Instituto Socioambiental, o Fundo de Defesa Ambiental  (EDF) e a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) promove em  Altamira (PA) um encontro entre pesquisadores com participação de  líderes comunitários, representantes de governo e de organizações da  sociedade civil  para discutir estratégias de sustentabilidade para  áreas protegidas da Bacia do Xingu.</p>
<p>PROGRAMAÇÃO</p>
<p><span id="more-492"></span>Dia 29</p>
<p>8h – 8h30: Abertura &#8211; Rainério Meireles (coordenador do campus da UFPA  de Altamira); Steve Schwartzman (Fundo de Defesa Ambiental/EDF)</p>
<p>8h30 – 11h: Painel “A pesquisa e estratégias de sustentabilidade nas  áreas protegidas: povos indígenas, populações tradicionais e florestas” &#8211;  Eduardo Viveiros de Castro (Museu Nacional/UFRJ); Mauro W. B. Almeida  (Unicamp); Hermes Medeiros da Fonseca (UFPA/Altamira); Jansen Zuanon  (Inpa – a confirmar); Michael Heckenberger (Universidade da Flórida);  Steve Schwartzman (Fundo de Defesa Ambiental/EDF). Mediadora: Ana Paula  Souza (FVPP).</p>
<p>11h – 12h: Debate</p>
<p>12h – 14h: Almoço</p>
<p>14h – 15h45: Painel “Enciclopédia Biodiversidade da Floresta –  Experiência de Resex do Acre” &#8211; Mauro W. B. Almeida (Unicamp); Augusto  Postigo (Unicamp); Roberto Sanches Rezende (Unicamp). Mediador: André  Villas-Bôas (ISA).</p>
<p>15h45 – 16h: Intervalo</p>
<p>16h – 16h45: Painel “Os povos tradicionais e a pesquisa no Xingu” &#8211;  Barbara Zimermann (ICFC); Thiago Kayapó (AFP); Ireô Kayapó (AFP); Flávio  Barros (UFPA – a confirmar); Herculano Costa e Silva (Resex do Rio  Xingu). Mediador: Adriano Jerozolimski (AFP).</p>
<p>16h45 – 17h15: Debate</p>
<p>17h15 – 18h30: Painel “Educação e saúde para índios e extrativistas do  Xingu” &#8211; Douglas Rodrigues (Unifesp); Raquel Lopes (UFPA – a confirmar);  Maria Cristina Troncarelli; Herculano Porto de Oliveira (Resex do  Riozinho do Anfrísio); Liderança da Terra Indígena Trincheira-Bacajá.  Mediadora: Antônia Martins (Movimento de Mulheres).</p>
<p>18h30 – 19h: Debate</p>
<p>19h: Lançamento do livro Povos Indígenas do Brasil, do ISA.</p>
<p>Dia 30</p>
<p>8h – 9h30: Painel “Produção, comércio e certificação nas áreas  protegidas do Xingu” &#8211; Fabio Ribeiro (Funai/Altamira); Ricardo Scoles  (Ufopa/Santarém); Jeferson Straatmann (USP); Marcelo Salazar (ISA);  Helga Yamaki (Imaflora). Mediador: José Antônio Herrera (UFPA).</p>
<p>9h30 – 10h: Debate</p>
<p>10h – 10h15: Intervalo</p>
<p>10h15 – 11h45: Painel “O tempo da pesquisa e o tempo dos conflitos” &#8211;  Felício Pontes (MPF/Belém – a confirmar); Mauricio Torres (USP); Juan  Doblas (ISA); Raimundo Belmiro dos Santos (Resex do Riozinho do  Anfrísio); Pesquisador Imazon. Mediadora: Natália Guerreiro (USP).</p>
<p>11h45 – 12h15: Debate</p>
<p>12h15 – 14h: Almoço</p>
<p>14h – 15h15: Painel “Biodiversidade e Pesquisa no Xingu” &#8211; Janice Muriel  (UFPA); Luiz Coutro (WWF); Danilo Correa (ICMBio); Jansen Zuanon (Inpa –  a confirmar). Mediador: Hermes Medeiros da Fonseca (UFPA/CNX).</p>
<p>15h15 – 15h45: Debate</p>
<p>15h45 – 16h: Intervalo</p>
<p>16h – 17h: Painel “Banco de dados de documentos da região da Terra do Meio” &#8211; Maria Luiza Gutierrez de Camargo.</p>
<p>17h – 19h: Painel “Diálogo sobre a organização da Pesquisa na Bacia do  Xingu” &#8211; Steve Schwartzman (Fundo de Defesa Ambiental/EDF); Maurício  Torres (USP); Jansen Zuanon (Inpa – a confirmar); Mauro W. B. Almeida  (Unicamp); Eder Mileno de Paula (UFPA/CNX); Eduardo Viveiros de Castro  (Museu Nacional/UFRJ); André Villas-Bôas (ISA).</p>
<p>Fonte: I<a href="http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3463" target="_blank">nstituto Sócio Ambiental</a>, acesso em 25 de novembro de 2011.</p>
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		<title>José Manuel Mateo Rodriguez, em Entrevista</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2011/08/01/jose-manuel-mateo-rodriguez-em-entrevista/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 17:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografias]]></category>
		<category><![CDATA[Geógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>

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		<description><![CDATA[José Manuel Mateo Rodriguez, presidente da Sociedade Cubana de Geografia, em entrevista ao O Diário.com,  afirma que cidades médias precisam criar mecanismos para impor limites populacionais para não se tornar uma grande metrópole com um custo social enorme. Leia a entrevista: O Diário &#8211; Qual o caminho que cidades médias, como Maringá, devem seguir para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Manuel Mateo   Rodriguez, presidente da Sociedade Cubana de Geografia, em  entrevista ao <a title="O Diário.com" href="http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/456217/" target="_blank">O Diário.com</a>,   afirma que cidades  médias precisam criar  mecanismos para impor   limites  populacionais para não se tornar uma grande metrópole com um   custo  social enorme.</p>
<p><img class="alignright" title="Professor Mateo" src="http://src.odiario.com/Imagem/2011/07/30/g_152324121.jpg" alt="Geógrafo" width="208" height="175" />Leia a entrevista:</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Qual o caminho que cidades médias, como <a title="Site da Prefeitura" href="www.maringa.pr.gov.br" target="_blank">Maringá</a>, devem seguir  para conciliar o desenvolvimento com a qualidade de vida?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Defendo  que as  cidades médias, como  Maringá, não cresçam demais, mas  continuem a ser  polos de atração para   outras cidades. Não pode  crescer demais, mas  precisa buscar mecanismos  para ter uma  interconectividade maior com as  cidades vizinhas da região.  Não só do  ponto de vista econômico e  tecnológico, mas cultural e de  serviços.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Como impedir um crescimento acima do ideal? O senhor defende que o governo imponha algum limite?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Pode  ser. É uma  questão de governabilidade. O governo pode impor  limites,  mas é melhor  investir em medidas sociais que estimulem o  crescimento  das outras  cidades. E o mais importante, nessa relação entre  as  diferentes cidades  de uma região, é que nem todos os atrativos  fiquem  na cidade polo.   Avalio ser importante que os moradores de   Maringá  entendam que não é  bom se tornar uma grande metrópole. É   interessante  ter um limite, um  patamar.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Qual seria o limite de crescimento para uma cidade?<img title="Mais..." src="../wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><span id="more-475"></span></p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Entendo  que as  grandes cidades, com mais de 5 milhões de habitantes, não   conseguem ser  sustentáveis, pois demandam muita energia, policiamento,   atendimento  de Saúde, entre outros, que expõem a população a riscos e   perigos. Em  cidades muito grandes, existe muita vulnerabilidade, o que   provoca um  custo social enorme. Entendo que em cidades com no máximo   dois milhões  de habitantes ainda é possível, mais ou menos, pensar em    sustentabilidade. A partir disso, a grande estrutura urbana vai se    consistir em um problema social.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Qual é a tendência atual no Brasil. As grandes metrópoles vão crescer mais ou vai haver uma busca maior por cidades médias?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Ocorre  um fenômeno  interessante na América Latina e no Brasil. As  pessoas  deixam as  grandes cidades e existe uma  tendência de formação de  um  tecido  (conjunto) de cidades médias e pequenas, que garantem muitos   dos  serviços oferecidos nas metrópoles. Isso se deve em parte à    informática, que proporcionou um novo meio de se relacionar. Hoje, não    precisamos mais estar no local para trabalhar e para manter  comunicação.   Isso leva a uma situação cada vez mais interessante que  proporciona  uma  importância maior para as cidades médias, onde é  possível ficar  ligado  no mundo, mas com mais conforto, com menos  poluição, com um   relacionamento maior com as pesosas e com a  comunidade e com mais   possibilidade de relação com todo o entorno.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Como  as cidades médias podem crescer de  forma sustentável, evitando   problemas como o da água e da preservação  dos fundos de vale?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>A  cidade é uma  estrutura física que se impõe a uma estrutura natural. O   resultado da  contradição é que se a estrutura que se impõe não tem  nada a  ver com a  estrutura natural, começa o problema.  Os governos   normalmente não  acreditam e colocam ruas, avenidas e prédios em   contradição. Tem que  haver planejamento e organização. Não só   arquitetônico, urbanista, mas  um planejamento ambiental e geográfico.   Sabemos que cidades como  Maringá, Londrina e Cascavel nasceram   planejadas, mas depois de um  determinado patamar, começou a bagunça e   quebrou-se a conciliação com a  estrutura natural,  criando o conflito.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Quais os principais problemas das cidades atualmente e a quem cabe resolver essas questões?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>É  a prefeitura que  tem de lidar com todos os problemas, desde a   estética, preocupando-se  em  manter um visual bonito, como na questão  do  planejamento, da  estrutura, da água, do lixo, do  verde,  da  cultura.  São problemas da  prefeitura e da sociedade também, pois  o   governo pode  colocar algumas  normativas, mas as pessoas podem agir  contrariamente e  vai surgir o  conflito. Tem que  haver uma consciência  coletiva sobre o  problema da  cidade.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Em relação ao lixo, por exemplo, em que a separação dos recicláveis é extremamente necessária. Como trabalhar a questão?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Conheço  o exemplo da  Alemanha, que tem uma coleta seletiva fabulosa e  uma  cultura de  obrigação. Aqui no Brasil o lixo é jogado na calçada, a  céu  aberto, e  fica exposto. Na Alemanha, o lixo está em grades com   cadeados e cada  prédio, cada moradia é responsável por tirar o lixo no   horário certo e  entregar. E se não separa, paga multa. É uma questão  de  cultura.  Acredito que o lixo tem que ser separado e que vire lucro  para  os  catadores, para que eles se tornem donos de cooperativas e  possam  viver  melhor.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>A saída é aplicar multas para conscientizar?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Ideal  seria que as  pessoas tivessem consciência e que não fosse sob   pressão. Mas tem que  ter autoridade, porque se não coloca pressão,  muita  gente não faz. Na  Alemanha que é um país culto tem que ter  autoridade. É  preciso misturar  os dois caminhos, da pressão e da  consciência, para  resolver o  problema.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>Em relação a Cuba, quais as mudanças na área econômica que ocorrem no país?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Cuba  sempre agiu como  uma fortaleza sitiada, fechada. Agora tenta se  abrir  para o mundo para  melhorar a qualidade de vida da população.  É um   processo que começou  nos anos noventa, quando mais de 70% do gado   morreu por falta de  alimento e a produção de cana-de-açúcar baixou 90%.   Era o segundo maior  produtor de açúcar do mundo e agora importa o   produto. O país precisou  então se adequar, pois a maioria da economia   agia como empresas  estatais não eficientes e  começou a haver um   processo de corrupção.  Agora, aprovou-se o alinhamento da política   econômica.  O estado vai  continuar a ser socialista, ou seja, o   fundamental vai ser a  propriedade estatal e as empresas do governo vão   precisar ter um nível  de eficiência, com metas a cumprir. Ao mesmo   tempo, vai se permitir a  abertura de pequenos negócios, como pousadas,   empresas de taxi,  restaurantes, que vão poder crescer até um limite,   para que não ocorra  uma concentração da propriedade privada e não vire   capitalismo. Podemos  falar nisto como o  socialismo do século XXI.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>O senhor acredita que Cuba possa se tornar uma economia capitalista?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Não.  Um dia pode  virar, mas acho que,  na realidade, vamos ter uma  matriz  socialista com  alguns elementos de propriedade individual. Se  virar  capitalista, nós  perderemos muita coisa. Perderíamos a  independência, a  liberdade e a  dignidade. Seríamos uma colônia de Miami  com uma  bandeira americana  hasteada, pior que Porto Rico. Na minha  opinião,  Cuba precisa ter uma  readequação econômica, que é o que esta  sendo  feito. Temos orgulho da  luta de 53 anos. Não temos um socialismo   russo, mas um socialismo  aberto, com gays, com lésbicas, com   simpatizantes. É o socialismo  latino-americano.</p>
<p><strong>O Diário &#8211; </strong>O que o senhor pensa sobre o presidente da Venezuela Hugo Chavez?</p>
<p><strong>Jospe Manuel Mateo Rodriguez &#8211; </strong>Eu  gosto do Hugo  Chavez. A Venezuela não é uma ditadura. É uma grande   bagunça. Na minha  percepção, eu avalio que o presidente Chavez faz um   trabalho  extraordinário para organizar o país, que é muito complicado.   Há muito  boato e muita reclamação, mas a Venezuela não é uma ditadura.</p>
<p>Fonte: <a title="O Diário.com" href="http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/456217/" target="_blank">O Diário.com</a>, acesso em 1 de agosto de 2011.</p>
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		<title>Projeto PRODES &#8211; Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 21:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sensoriamento Remoto]]></category>
		<category><![CDATA[SIG]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde 1988, o INPE vem produzindo as Taxas Anuais do desflorestamento da Amazônia Legal. A partir do ano de 2002, estas estimativas estão sendo produzidas por classificação digital de imagens seguindo a Metodologia PRODES. A principal vantagem deste procedimento está na precisão do geo-referenciamento dos polígonos de desflorestamento, de forma a produzir um banco de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="PRODES" src="http://www.dpi.inpe.br/prodesdigital/images/banner.jpg" alt="" width="445" height="56" /></p>
<p>Desde 1988, o INPE vem produzindo as <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/prodes_1988_2010.htm" target="_blank">Taxas Anuais</a> do desflorestamento da Amazônia Legal. A partir do  ano de 2002, estas estimativas estão sendo produzidas por classificação  digital de imagens seguindo a <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/metodologia.pdf" target="_blank">Metodologia PRODES</a>.   A principal vantagem  deste procedimento está na precisão do geo-referenciamento dos  polígonos de desflorestamento, de forma a produzir um banco de dados  geográfico multitemporal.<br />
A partir dos  incrementos de desflorestamento identificados em cada  imagem, as taxas anualizadas são estimadas para a data de 1/agosto do  ano de referência.</p>
<p>Obtenha os dados tabulares  mais   recentes publicados pelo INPE <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/index.html" target="_blank">aqui</a>. Além dos dados tabulares, também estão  disponíveis os resultados do PRODES digital na forma de vetores (shapefile) e imagens de satélite utilizadas. Acesse o <a href="http://www.obt.inpe.br/prodesdigital/cadastro.php" target="_blank">banco de dados PRODES</a>, e faça consultas por cenas individuais, mosaicos estaduais, desmatamentos nos municípios e desmatamento em unidades de conservação.</p>
<p>Utilize o <a href="http://edermileno.ggf.br/2010/12/21/quantum-gis-qgis/" target="_self">QGIS</a> ou <a href="http://edermileno.ggf.br/2008/03/06/o-que-e-gvsig/" target="_self">gvSIG</a> para visualizar, manipular e analisar os dados geográficos do PRODES.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.obt.inpe.br/prodes/index.html" target="_self">INPE</a>, acesso em 12 de janeiro de 2011.</p>
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		<title>Download de Dados Cartográficos do Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 15:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O setor de Geoprocessamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente disponibiliza informações cartográficas do Brasil de temas e em escalas diversos, que podem ser observadas em Mapa Interativo do MMA, ou  executar o download dos dados para vizualização dos &#8220;shape file&#8221; em softwares livres como o gvSIG, QGIS, ou JUMP. Fonte: MMA, acesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O setor de Geoprocessamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente disponibiliza informações cartográficas do Brasil de temas e em escalas diversos, que podem ser observadas em <a href="http://mapas.mma.gov.br/i3geo/ms_criamapa.php" target="blank">Mapa Interativo do MMA</a>, ou  executar o <a title="Clique aqui, para o download." href="http://mapas.mma.gov.br/i3geo/datadownload.htm" target="_blank">download</a> dos dados para vizualização dos &#8220;shape file&#8221; em softwares livres como o <a href="http://www.gvsig.gva.es/index.php?id=gvsig&amp;L=0" target="blank">gvSIG</a>, <a href="http://qgis.org/" target="blank"> QGIS</a>, ou <a href="http://jump-pilot.sourceforge.net/OpenJUMP.html" target="blank">JUMP</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://edermileno.ggf.br/wp-content/uploads/2010/07/Capturar.png"><img class="size-full wp-image-443 aligncenter" title="Mapa Interativo MMA - Desmatamento em 2005" src="http://edermileno.ggf.br/wp-content/uploads/2010/07/Capturar.png" alt="" width="485" height="202" /></a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.mma.gov.br" target="_blank">MMA</a>, acesso em 23 de julho de 2010.</p>
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		<title>Profetas das Chuvas</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 15:04:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Profetas da chuva observam os sinais que a natureza dá e os interpretam prevendo como será a quadra chuvosa a cada ano. Eles vivem no campo e dependem da chuva para o próprio sustento. Pelas previsões, 2010 terá boas chuvas. A natureza se prepara para a chegada do inverno. As formigas garantem seu alimento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://opovo.uol.com.br/opovo/ceara/944080.html"><img src="http://edermileno.ggf.br/wp-content/uploads/2010/01/944080_not_fot.jpg" alt="" width="320" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Profeta Antônio Lima. Foto Dário Gabriel.</p></div>
<p>Profetas da chuva observam os sinais que a natureza dá e os interpretam prevendo como será a quadra chuvosa a cada ano. Eles vivem no campo e dependem da chuva para o próprio sustento. Pelas previsões, 2010 terá boas chuvas.</p>
<p>A natureza se prepara para a chegada do inverno. As formigas garantem seu alimento e buscam proteção, o sapo &#8216;canta&#8217;, a abelha faz sua colmeia e os passarinhos preparam o seu ninho. Os ventos seguem rumos diferentes. O feijão &#8216;brabo&#8217; solta sua flor. Diante da necessidade de conhecer a natureza, para plantar e fazer uma boa colheita, o homem do campo adquire sabedoria. Aqueles que têm uma sensibilidade maior para entender estes sinais da natureza são profetas.<br />
Os profetas da chuva se reúnem todo segundo sábado de janeiro em Quixadá-CE, às margens do açude Cedro, para falar de suas previsões. Cada um tem seu método. Sem a ajuda de qualquer equipamento meteorológico, nem respaldo científico têm o respeito de vários agricultores, que a partir dos conselhos, definem suas plantações. Neste ano, a maioria dos profetas anunciou que a quadra chuvosa será boa. A partir de março, o Ceará terá fortes chuvas, que abençoarão o homem do campo.<br />
<span id="more-403"></span>Um dos profetas mais experientes, Antônio Lima repara em vários sinais: a formiga, o sapo, o feijão &#8216;brabo&#8217;. Muitas coisas do sertão eu admiro.</p>
<blockquote><p>Quem sabe das chuvas é a natureza, acredita Antônio Lima.</p></blockquote>
<p>Aprendeu a ler a natureza porque também planta, tem seu próprio roçado.</p>
<blockquote><p>Só tem duas coisas que eu adorava: a mãe e a chuva. A mãe morreu e eu continuei adorando a chuva, comenta Antônio Lima.</p></blockquote>
<p>Segundo ele, neste ano vai chover até junho e os meses de abril e maio serão &#8216;arrochados&#8217;, de chuva forte.</p>
<p>O profeta João Leiteiro, 72, consulta a natureza sobre a chuva desde criança. Ele observa a mudança dos ventos, a lua e os astros. &#8216;Esse ano vai ser bom. Já começou a chover e o Ceará vai ter boas chuvas&#8217;, disse João Leiteiro, acrescentando que beneficiará a agricultura e a pecuária.<br />
Mas nem todos estão de acordo. Pela previsão de Francisco Alves Batista, 65, neste ano não vai chover bem.</p>
<blockquote><p>As chuvas vão ser fininhas e espaçadas. Vai chover num canto e noutro não, afirma Francisco Alves Batista.</p></blockquote>
<p>Mesmo assim, ele diz que os agricultores não precisam se preocupar. Como as chuvas de 2009 foram boas, a terra está farta. &#8216;Qualquer chuva que cair dá resposta&#8217;, afirma. Mesmo assim, ele enfatiza que nenhum dos profetas está acima de Deus e a vontade Dele é que é soberana. &#8216;Tomara que eu erre&#8217;, diz.</p>
<p>Por Lucinthya Gomes</p>
<p>Fonte: <a href="http://opovo.uol.com.br/opovo/ceara/944080.html">O POVO Online &#8211; Ceará</a>, acesso em 11 de janeiro de 2010.</p>
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		<title>Conferência Internacional sobre Semiárido &#8211; ICID+18</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ICID+18 será o maior evento sobre meio ambiente de 2010 e acontecerá entre 16 e 20 de agosto. Ceará vai sediar Conferência Internacional sobre Semiárido neste ano;Entre os dias 16 e 20 de agosto de 2010 o Ceará  sediará a II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento de Regiões Semiáridas. A ICID + [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ICID+18 será o maior evento sobre meio ambiente de 2010 e acontecerá entre 16 e 20 de agosto. Ceará vai sediar Conferência Internacional sobre Semiárido neste ano;Entre os dias 16 e 20 de agosto de 2010 o Ceará  sediará a II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento de Regiões Semiáridas.</p>
<p><img class="alignleft" title="ICID +18" src="http://www.ceara.gov.br/noticias/ceara-vai-sediar-conferencia-internacional-sobre/image_mini" alt="" width="200" height="200" />A ICID + 18 será o maior centro de discussões do mundo sobre o tema e acontecerá 18 anos após a sua primeira realização, também no Ceará. A ICID 92, realizada em janeiro de 1992, foi fundamental para que o tema do semiárido fosse debatido durante a ECO 92, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Assim como a primeira conferência, a ICID + 18 servirá como base para discussões na RIO + 20, em 2012. A Conferência será acompanhado pela comunidade científica brasileira e internacional.</p>
<blockquote><p>A realização deste evento demonstra a preocupação mundial crescente de como as mudanças climáticas poderão afetar o desenvolvimento do semiárido de vários países. O Ceará, por contar com grande área de semiárido foi escolhido também por ter diversos estudos sobre este tema, afirma o governador Cid Gomes.</p></blockquote>
<p><span id="more-395"></span>A ICID+18 está sendo organizada pelo Governo do Estado do Ceará e pelo Ministério do Meio Ambiente e já conta com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil, Embrapa, Universidade Federal do Ceará e Universidade de Illinois EUA.</p>
<p>Os objetivos desta nova Conferência são reunir participantes do mundo inteiro para identificar e focalizar ações nos desafios e oportunidades que enfrentam as regiões áridas e semiáridas do planeta; explorar sinergias entre as Convenções das Nações Unidas no que concerne ao desenvolvimento de regiões semiáridas e gerar informações para subsidiar os governos e a sociedade com o objetivo de melhorar a sustentabilidade econômica, ambiental e social de regiões semiáridas.</p>
<p>Durante a ICID + 18, serão debatidos três temas principais: clima, vulnerabilidades e impactos de variabilidade e mudança do clima e políticas públicas para adaptação a mudanças climáticas e para o desenvolvimento sustentável de regiões semiáridas. Para embasar todo o conteúdo de debates para a ICID + 18, estão sendo encomendados cerca de 30 estudos de caso em todo o mundo para serem analisados por cientistas, pesquisadores e ambientalistas durante o evento.</p>
<p>Veja mais  em <a href="http://www.ceara.gov.br/noticias/ceara-vai-sediar-conferencia-internacional-sobre">Ceará vai sediar Conferência Internacional sobre Semiárido neste ano — Governo do Estado do Ceará</a>.</p>
<p>Fonte: Modificado de <a href="http://www.ceara.gov.br/noticias/ceara-vai-sediar-conferencia-internacional-sobre">Governo do Estado do Ceará</a>, acesso em  05 de janeiro de 2010.<a href="http://www.ceara.gov.br/noticias/ceara-vai-sediar-conferencia-internacional-sobre"><br />
</a></p>
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		<title>Manual de Agrotóxicos do Ibama</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2009/12/17/manual-de-agrotoxicos-do-ibama/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 19:55:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Coordenação Geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas – CGASQ, da Diretoria de Qualidade Ambiental do Ibama, publicou o “Manual para requerimento de avaliação ambiental &#8211; agrotóxicos e afins”, com o objetivo de auxiliar os interessados em solicitar esse serviço ao Ibama. Desde 1990, com a regulamentação da Lei 7.802/89 – Lei dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.ibama.gov.br/qualidade-ambiental/wp-content/uploads/2009/12/capa-213x300.png" alt="Capa" width="214" height="214" />A Coordenação Geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas – CGASQ, da Diretoria de Qualidade Ambiental do Ibama, publicou o “Manual para requerimento de avaliação ambiental &#8211; agrotóxicos e afins”, com o objetivo de auxiliar os interessados em solicitar esse serviço ao Ibama.</p>
<p>Desde 1990, com a regulamentação da Lei 7.802/89 – Lei dos Agrotóxicos, o Ibama passou a realizar a avaliação ambiental prévia ao registro e o controle dos agrotóxicos, seus componentes e afins registrados. A diretora de Qualidade Ambiental,  Sandra Klosovski, destacou que o atual arcabouço legal que regulamenta o uso de agrotóxicos no país é considerado de vanguarda e compatível com o existente em países desenvolvidos, porém,  complexo para ser interpretado e atendido corretamente.</p>
<p>Daí, a importância do Manual.O Manual apresenta passo a passo como elaborar um requerimento de avaliação ambiental de agrotóxico junto ao Ibama, composto de duas etapas – inscrição eletrônica e apresentação de documentos &#8211; e como contatar a CGASQ e acompanhar a tramitação do pedido até sua conclusão.</p>
<p><span id="more-390"></span>Para a analista ambiental Adriana Maximiano, a publicação vem atender a uma demanda reprimida há mais de dois anos das empresas da área de agrotóxicos e afins. “Essa demanda não pôde ser priorizada à época em que surgiu, mas se demonstrou meritória e confirmou sua importância à medida da elaboração do manual, durante a revisão dos diversos procedimentos adotados pelos requerentes e das dificuldades administrativas da CGASQ para analisá-los”, informa.</p>
<p>Os serviços de avaliação ambiental e registro de agrotóxicos do Ibama vem se ampliando, modernizando e melhorando continuamente, a fim de atender a crescente demanda nacional pelo uso desses insumos agrícolas. Segundo a coordenadora de Avaliação Ambiental de Produtos Perigosos – COASP, Kênia Godoy, “essas iniciativas alcançarão o êxito esperado se as empresas, indústrias e consultorias de agrotóxicos continuarem a aprimorar a organização e fundamentação de seus requerimentos”. A CGASQ distribuirá gratuitamente o manual impresso por meio de solicitação à cgasq.sede@ibama.gov.br. Versão eletrônica do manual está disponível no endereço <a title="Manual" href="http://www.ibama.gov.br/qualidade-ambiental/manual-de-procedimento-para-registro-de-agrotoxicos/" target="_self">http://www.ibama.gov.br/qualidade-ambiental/manual-de-procedimento-para-registro-de-agrotoxicos/</a> no sítio do Ibama, na internet.</p>
<p>Fonte:<a href="http://www.ibama.gov.br/2009/12/manual-de-agrotoxicos-e-lancado-pelo-ibama/"> Ibama</a>, acesso em 17 de dezembro de 2009.</p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Geoclipping</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2009/12/14/geoclipping-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 11:43:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Não existe aquecimento global&#8221;, diz representante da OMM na América do SulPor Carlos MadeiroEspecial para o UOL Ciência e SaúdeCom 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não existe aquecimento global&#8221;, diz representante da OMM na América do SulPor Carlos MadeiroEspecial para o UOL Ciência e SaúdeCom 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial OMM, Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.</p>
<p>via<a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul.jhtm">&#8220;Não existe aquecimento global&#8221;, diz representante da OMM na América do Sul&#8221; &#8211; 11/12/2009 &#8211; Ciência e Saúde &#8211; Da Redação</a>.</p>
<p>O Brasil vai repassar a países pobres em todo o mundo a metodologia que desenvolveu para detectar desmatamento por meio de imagens de satélite, a partir de um acordo assinado nesta quinta-feira durante a reunião das Nações Unidas sobre o clima, na Dinamarca.</p>
<p>via<a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091210_brasiltreina_ebc.shtml"> &#8220;Brasil vai treinar países pobres para monitorar desmatamento por satélite&#8221; &#8211; </a><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091210_brasiltreina_ebc.shtml">11/12/2009BBC Brasil &#8211; Notícias &#8211; </a>.</p>
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		<title>COP-15 é farsa, segundo Aziz Ab&#8217;Saber</title>
		<link>http://edermileno.ggf.br/2009/12/11/aziz-absaber-cop-15-farsa/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 12:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder Mileno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a COP-15, o geógrafo Aziz Ab&#8217;Sáber, 85, considerado referência no assunto, retifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que a COP-15 possa impedir esse processo. O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) classifica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="Geógrafo e Professor Aziz AbSaber" src="http://www.visaogeografica.com/images/aziz.gif" alt="" width="143" height="186" />Atento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a COP-15, o<em><strong> geógrafo Aziz Ab&#8217;Sáber,</strong></em> 85, considerado referência no assunto, retifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que a COP-15 possa impedir esse processo.<br />
O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) classifica a conferência como &#8220;farsa&#8221;, pois em um lugar com mais de 1000 pessoas, não pode haver debate ou questionamentos.<br />
Tampouco acredita nas metas levadas: &#8220;Os países levam metas irreais. Quando um país leva uma meta que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai&#8221;.<br />
Ponderado, o professor, critica os que ele chama de &#8220;terroristas do clima&#8221;: &#8220;não tenho dúvida que as causas (do aquecimento) não são tão perfeitas quanto eles pensam&#8221;. Experiente, Ab&#8217;Saber estuda geografia há 68 anos (ingressou aos 17 no curso de geografia da USP), ele afirma que os &#8220;terroristas&#8221; não consideram os movimentos periódicos do clima ou as variações climáticas ao longo da história da Terra.<br />
Sobre as consequências catastróficas prenunciadas pela maioria dos cientistas, ele também faz inúmeras ressalvas. Para ele, o aquecimento não causará a desertificação das florestas tropicais, ao contrário, &#8220;a tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam&#8221;.</p>
<ul>
<li>Leia os principais trechos da entrevista:</li>
</ul>
<p><strong>O que o senhor está achando da 15ª Conferência das Partes da ONU em Copenhague, a COP- 15?</strong><span id="more-376"></span></p>
<p>Copenhague é uma farsa, quando eu vi que levaram cerca de 700 pessoas do Brasil pra lá eu disse &#8220;meu Deus&#8221;, essas pessoas não terão um segundo pra falar, nem nada. Para mim, quando uma conferência passa de 1000 pessoas na sala, elas ficam só ouvindo as metas e propostas dos outros. Não há espaço para debate ou questionamento.<br />
Além disso, os países levam metas irreais. Quando um país diz que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai. Espertos são os países que levam metas baixinhas.</p>
<p><strong>E quanto ao objetivo da conferência: reduzir as emissões de CO2?</strong></p>
<p>Não tenho a menor dúvida que as causas não são tão perfeitas como eles pensam. Mas é fato que está havendo um aquecimento: Na cidade de São Paulo, no século passado, tinha 18,6 graus Celsius de temperatura média na área central. Hoje, tem entre 20,8 e 21,2 graus. Se a gente fizer a somatória de todas as cidades em São Paulo, se fizermos as contas do desmate ocorrido no nosso território, veremos que com esses desmates o sol passou a bater diretamente no chão da paisagem.<br />
Se esse aquecimento é em função do calor das grandes cidades&#8230; O clima urbano deve ser considerado, porque evidentemente esse clima tem certa projeção espacial, em algumas cidades mais em outras menos.<br />
Há também que se considerar os efeitos das chamadas Células ou Ilhas de Calor, por que quando eu digo que a temperatura da cidade de São Paulo aumentou nesse século, eu não falo do estado como um todo, nem mesmo da cidade. A temperatura medida na área central é uma, nos Jardins é outra e, lá onde eu moro, perto de Cotia, é outra.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>E os inúmeros alertas para as consequências do aquecimento: O aumento do nível do mar, a desertificação de florestas&#8230;</strong></p>
<p>Mas essas observações de que o aquecimento global vai derrubar a Amazônia são terroristas! Há um aquecimento? Sim, seja ele mediano ou vagaroso, mas, quanto mais calor, a tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam e não que sejam reduzidas.<br />
Parece que essas pessoas, esses terroristas do clima nunca foram para o litoral! A gente que observa o céu vê que as nuvens estão subindo e sendo empurradas para a Serra do Mar, levando mais umidade para dentro do território.<br />
Esses cientistas alarmistas não observam nada, <span style="text-decoration: underline;">não tem interdisciplinaridade.</span> Na média está havendo aquecimento, mas as consequências desse aquecimento não são como eles prevêem.<br />
Mas essa é uma realidade não relacionada tão diretamente com a poluição atmosférica do globo e pode sofrer críticas sérias de pessoas com maior capacidade de observação.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Esse ano nós tivemos um clima problemático&#8230; Enchentes sérias em São Paulo, em Santa Catarina&#8230;</strong></p>
<p>Esse ano é um ano anômalo, El Niño funcionou por causa do aquecimento do Pacífico equatorial, a umidade veio pra leste, bateu na Colômbia, lá houve problemas sérios, inundações. Aqui, essa massa de ar úmida entrou pela Amazônia e outras regiões sul-sudeste e perturbou todo o sistema de massas de ar no Brasil e continua, isso vem desde novembro do ano passado até hoje. Quando o pessoal diz: &#8220;Olha, está muito calor, o aquecimento!&#8221;, eles não sabem as consequências das perturbações climáticas periódicas. E aí entra o problema da periodicidade climáticas que ninguém fala! Se não falarem disso lá em Copenhague, será uma tristeza para a climatologia. A periodicidade do El Niño é de 12 em 12, 13 em 13, ou 26 em 26 anos. Então ontem, no jornal, alguém disse: &#8220;O último ano que fez tanto calor foi em 1998&#8243;. Há 11 anos, a medida do El Niño, então esse calor, essas chuvas, é um tempo diferenciado provocado pelo El Niño.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>E o que aconteceu?</strong></p>
<p>O que aconteceu naturalmente? Sem indústria, sem nada: Entre 23 mil e 12 mil anos antes do presente (A.P.), houve um período muito crítico. O planeta passou por um período de glaciação. Devido ao congelamento de águas marinhas nos pólos Norte e Sul, o nível dos oceanos era cerca de 90 metros mais baixo do que o registrado hoje. A partir de 12 mil anos atrás, cessou o clima frio e começou a haver um aquecimento progressivo. Com isso, o nível do mar subiu, ele tinha descido 95 metros.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Isto, por conta do aquecimento&#8230;</strong></p>
<p>Com o aquecimento, as grandes manchas florestais, que haviam se reduzido a refúgios, cresceram. A esse processo, que aconteceu principalmente na costa brasileira, eu dei o nome de &#8220;A Réplica do calor&#8221; e período foi chamado de Optimum climático. Durante esse Optimum climático o calor foi tão grande que o nível do mar subiu, embocando nas costas mundiais, formando baías, golfos, rías.<br />
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<p><strong>E o que aconteceu depois?</strong></p>
<p>Houve mais chuvas, o que favoreceu a continuidade das florestas. O optimum é uma fase da história climática do mundo que vários cientistas e o próprio IPCC não consideram. Como naquele período nem a mata Atlântica nem a Amazônia desapareceram do mapa, não é certo dizer que até 2100 a Amazônia vai virar cerrado.<br />
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<p><strong>Qual é o principal risco do aquecimento, então?</strong></p>
<p>Conclusão: se está havendo certo nível de aquecimento que é antrópico (relativo à ação do homem), o que irá acontecer é certo degelo &#8211; que não é relacionado com as coisas que eles falam lá de supra atmosfera, o homem tem uma pequena parcela nisso. A conclusão que se chega é que haverá impactos nas cidades costeiras. Realmente é perigoso: há aquecimento, há degelo e o mar está subindo.<br />
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<p><strong>Mas esse aquecimento é controlável pelo homem? É possível impedi-lo?</strong></p>
<p>Não é possível. O que é possível é que as cidades costeiras comecem já seus projetos para defender as ruas principais, mais rasas.<br />
A redução da emissão de gás carbônico pelo homem vai amenizar um pouco esse processo, mas eles falam nisso sem lembrar a periodicidade, eu não desprezo o fato que as emissões de CO2 podem influir na climatologia do mundo, mas eu acho ruim que eles não conhecem dinâmica climática, não sabem nada do que já aconteceu no passado de modo natural e estão facilitando a vida dos que querem aproveitar-se da situação.<br />
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<p><strong>Quem são esses?</strong></p>
<p>Por exemplo, o governador do Amazonas, Eduardo Braga, que disse recentemente: &#8220;Nossa região é uma vítima do aquecimento global, não a vilã&#8221;. Eles pensam assim: &#8220;Já que o aquecimento global vai mesmo destruir a Amazônia, que deixe a floresta para nós&#8221;.<br />
A Kátia Abreu, lá no senado, diz que agricultura nunca afetou nada o meio ambiente&#8230; O problema é o mesmo, na Amazônia a diminuição da mata que permaneceu quase intacta até 1950. Eu estive lá: Era tão difícil estudar lá, de tão ampla que era a mata, biodiversa e densa.<br />
E Hoje? Vai lá pra ver como está, o desmate da cidade é incrível!<br />
Tem uma coisa que eu não gosto de dizer para jornalista&#8230; Mas pra você eu vou dizer: todo espaço virou mercadoria! Os arredores da cidade, a especulação, não é produzir coisas economicamente boas para o estado e para o país, não, é deles!</p>
<p><span style="color: #999999;"><em>Materia elaborada por <strong><span style="color: #999999;">Carolina Oms</span></strong>, em especial para Terra Magazine.</em></span></p>
<p>Fonte: <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4150118-EI6586,00.html" target="_blank">Terra Magazine</a>, acesso em 11 de dezembro de 2009.</p>
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