Em audiência de mais de três horas na sede do Ibama, em Brasília, o presidente do Instituto, Roberto Messias Franco, ouviu as considerações de sete representantes da ONG Movimento Xingu Vivo sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, Pará. Dentre as preocupações dos representantes estavam a redução da vazão do Xingu na Volta Grande, a diminuição dos peixes, a questão da malária e do transporte.
O agricultor Jucimar Silva revelou suas preocupações: “Sem ponte, vamos ficar isolados numa ilha”. Roberto Messias tem dito repetidamente que é ordem do presidente Lula olhar com muito critério as populações afetadas. “Nenhuma licença será assinada sem que haja segurança de que as comunidades serão respondidas em suas dúvidas”, enfatiza.
Para Antônia Melo, “os prefeitos das cidades afetadas pelo empreendimento não têm legitimidade para representar a população”. Os representantes também acreditam que o aumento da população pode gerar desequilíbrio social e problemas fundiários. Para eles, o empreendedor deveria compensar não apenas quem provavelmente será diretamente afetado pelo empreendimento, mas, também, aqueles que terão suas vidas modificadas indiretamente. “Se a empresa cria um problema para a comunidade, tem que se responsabilizar”, diz Guilherme Zagalo. Segundo ele, “as comunidades vão ficar com o vizinho rico, capaz de fazer pressão em políticos, e nenhum benefício para elas”.
O representante indígena Josinei Mendes Arara disse, entre outras coisas, temer pelo fim dos serviços médicos que sua aldeia recebe e, em tom veemente, assegurou que seu povo não quer ouvir falar no projeto da usina: “o Xingu será um rio de sangue se insistirem nisso”, ameaçou. “Não vou assinar nada que não seja esperança de vida para a população brasileira”, respondeu o presidente do Ibama, Roberto Messias. Ele esclareceu ainda que da mesma forma que estava ouvindo posições contrárias, também ouviu muitos representantes da população com opiniões altamente favoráveis e que acreditam que a Usina de Belo Monte vai levar desenvolvimento para uma região até então abandonada pelo poder público. “A equação não é simples. São vários aspectos a serem observados. E só com muito conhecimento técnico e também com diálogo será possível tomar decisão segura”, acrescentou Roberto Messias.
Por ASCON/IBAMA
Fonte: Site do IBAMA, acesso em 04 de dezembro de 2009.

Senhores,
Impressionante com um órgão (IBAMA) criado para defender o Meio Ambiente, é conivente com todas as criminosas transformações que vem descaracterizando a face do Planeta. A MÃE TERRA é um ser vivo e, como tal sofre com o predador homem sempre em busca do lucro, a despeito da MORTE de tantos ESPÉCIMES NECESSÁRIOS à continuidade da VIDA. O AQUECIMENTO GLOBAL É REAL. Suas consequências são visíveis. A GRANDE MÃE NUNCA SERÁ DESTRUIDA, POIS SE AUTO-REGENERA, MAS O PEQUENO HOMEM, SERÁ.